Demócrito (460 a.c. – 371 a.c.)

Nada existe exceto átomo e espaço vazio.

“O homem é um microcosmo do universo.” [Demócrito]

“Sábio é quem não se aflige com o que falta e se alegra com o que possui.” [Demócrito]

 
        Filósofo nascido em Abdera na Grécia teve uma vida dedicada ao estudo, estes aprimorados em viagens ao Egito e pela Ásia; assim como Protágoras se absteve dos assuntos política e religião para que pudesse se concentrar em outras áreas de interesse como linguística, meteorologia, astronomia, comportamento e ciência. Viveu até os 90 anos (longevidade mais do que anormal para época); era também conhecido por ser extremamente risonho, sendo muitas de suas gargalhadas provenientes das loucuras existente na sociedade daquela época.
 
        Demócrito é muito citado hoje devido a sua teoria atômica; ao observar partículas de poeiras sendo tocadas por um raio de Sol na fresta da janela colidindo umas com as outras, imaginou que o mundo seria feito de partículas pequenas e indivisíveis – os átomos; estas se movimentavam com grande velocidade podendo se colidir; destas colisões novas formas poderiam ser criadas ou destruídas – incluindo aqui a criação do próprio homem. 

        O Universo então seria formado de átomos e espaço vazio para que os átomos se movimentassem; a diversidade de átomos seria infinita, contudo as formas que eles poderiam criar eram finitas como os recursos que se conheciam na época; nasceu então a primeira descrição “mecânica” e científica para o nascimento e existência de todo universo. Apesar de famoso por sua teoria atômica, teve grande dedicação ao estudo comportamental do ser humano; defendia que uma sociedade não deveria ser governada por leis impostas, mas sim por leis de convicção, pois o homem pode não respeitar a lei na ausência dos olhos do estado, contudo sua convicção jamais será violada; explicava também que a ganância pelo excesso e a dificuldade em se contentar com o que possui antes de buscar novos desafios era a maior causa de infelicidade no mundo.
 
        Causa espanto como uma mente criativa pode criar ideias tão abstratas do nada enquanto descansada e saudável, num mundo de hoje onde ver poeiras em um feixe de luz do quarto após no mínimo 8 horas de trabalho seria motivo para suspiros e sinal de mais atividades por se fazer, um pensador há 2.500 anos criou a explicação da origem do Universo – que é hoje a mais aceita pela comunidade científica. 

        Os pensamentos de Demócritos influenciaram até filósofos e cientistas dos séculos XVII e XX permitindo criar a energia nuclear, uma das mais poderosa existente hoje. Ao defender uma vida de plenitude razoável dava indícios que a sociedade daquela época já havia sido absorvida pela ideia de acúmulo insustentável e descontrolado, um estilo de vida que aperfeiçoamos muito bem nos últimos milhares de ano. A ideia de que o homem simplesmente tem seus átomos dispersos no Universo após sua morte, podendo assim colidir e fazer parte de novas formas não vingou religiosamente, já que isso significaria assumir uma grande insignificância da própria espécie; exceto pelo misticismo de que somos parte de uma energia do Universo a qual voltamos depois de morto perpetuando-nos no mundo.
 

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