Epicuro (341 a.c. – 270 a.c.)

A morte não é nada para nós.

        Pensador nascido na ilha de Samos iniciou seus estudos na escola de Platão; contudo a instabilidade Grega após a morte de Alexandre causou uma mudança abrupta em sua vida. Afiliou-se então a um discípulo de Demócritos onde continuou a estudar filosofia tornando-se professor décadas mais tarde; voltou a Atenas onde abriu sua própria escola onde viveu até os 72 anos.
       
        Dedicou seus estudos ao comportamento humano, onde defendia em um lado da balança o prazer como origem de todo o bem, já do outro lado tem-se a dor como origem de todo mal; sendo assim uma vida plena seria uma vida de prazer. Contudo os prazeres dos quais Epicuro se apoiavam não era apenas os materiais e sexuais; a quietude da mente, a paz de espírito e a tranquilidade corporal seriam os principais pilares para uma vida virtuosa e justa. 
 
        Defendia também que umas das maiores causas de dor consistiam no temor pela morte, temor este causado por um pensamento simples e abstrato que fora implantado em nossas mentes através dos castigos dos Deuses. Crente da Teoria Atômica de Demócrito defendia uma a alma operante com o corpo, também consistente de átomos e espaço vazio que eram simplesmente dispersos após o fim da vida.
 
        Após passagens de filósofos como Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles; não sobraram muitas ideias novas a serem reveladas pela Grécia antiga; Epicuro, portanto, não causou impacto na sociedade em que vivia. Contudo muito de seus ideais foram resgatados posteriormente e frases muito utilizadas hoje como “o importante é ter paz de espírito, saúde e tranquilidade” foram citadas primeiramente por ele. Sua grande mensagem foi o pragmatismo e simplicidade com que abordou o medo da morte devido à possibilidade de um castigo eterno pelos Deuses. 

        Pensava ele que ao morrermos nosso corpo e alma não mais sentirão dor ou prazer; inexistem então motivos para nos preocupar se seremos castigados ou recompensados eternamente; logo sofrer durante a vida pela dor que sentirá após a morte era um absurdo racional. Seria a dor pelo castigo eterno hoje a definição mais poderosa que existe? Ela tem sobrevivido a todas as revoluções, guerras, nações, sistemas políticos, descobertas científicas e até mesmo o apego ao dinheiro nos últimos 2000 anos.
 

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