Santo Agostinho (354 – 430)

Deus não é a origem do mal.

        Religioso nascido em Tagaste no Norte da África era excelente orador, e tinha como seu sustento aulas de retórica que eram ministradas pelo vasto império romano. Defensor assíduo do Maniqueísmo – teoria que prega um mundo igualmente dividido entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, Céu e o Inferno – converteu ao Cristianismo aos 32 anos onde desistiu de sua carreira e se dedicou a filosofia baseando-se nas escrituras cristãs; 10 anos depois se tornou bispo de Hipona, também no norte da África onde ajudou a desenvolver a teologia cristã até sua morte; por fim foi eternizado pela Igreja Católica ao ser Beatificado pelo reconhecimento popular.
        Aurélio Agostinho, diferente de filósofos gregos ou orientais, concentrou seus estudos em religião e ética tomando como base os ensinamentos de um livro sagrado. Como a evolução científica antecedeu a criação do Cristianismo, indagações e ataques à doutrina não eram respondidos a altura até iniciado o seu trabalho. 

        Um dos questionamentos consistia em afirmar que Deus não era tão poderoso e perfeito, pois este havia criado um mundo com maldade e crueldade; tese rebatida por Agostinho explicando que o Livre arbítrio dado ao Homem permitiu que este originasse o mal no mundo e não Deus; Agostinho também possuía outra perspectiva para o mal, afirmava ele que nem tudo o que vemos é mal ou maldade, a cegueira, por exemplo, é a inexistência do enxergar bem e não uma mal por si só; além de apontar que alguns dos males introduzidos pelo Homem e seu livre arbítrio apenas contribuíam para mostrar como existe mais bem e bondade a nossa volta aumentando ainda mais a beleza do mundo em que vivíamos.
 
        Apesar de não explanar nem conseguir defender em sua totalidade os questionamentos da sociedade na época, como por exemplo, como o Homem e seu livre arbítrio poderiam ser responsáveis por ter introduzido maldades como os desastres naturais (terremotos, furacões, enchentes entre outros); Agostinho foi pioneiro ao defender o Cristianismo não baseando apenas na Bíblia, mas também utilizando o raciocínio lógico. 

        Mostrou para a Igreja que cultivar uma classe de intelectuais não se tratava de um luxo, mas sim de condição básica para uma longevidade de suas crenças e culturas. Foi com este religioso que nasceu o fomento da teologia bem como o início de uma era onde a Igreja seria responsável por grande parte da filosofia criada e debatida.
 

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