Erasmo de Rodertã (1466 – 1536)

Não saber nada é a vida mais feliz.

“A felicidade é alcançada quando a pessoa está pronta para ser o que é.” [Erasmo de Roterdã]

        Teólogo nascido em Roterdã na Holanda, filho de um caso entre um Padre e uma fiel; apesar do ato proibitivo foi criado por seus pais até a morte prematura pela peste negra; cursou um seminário agostiniano realizando votos monásticos aos 25 anos, estudou na universidade de Paris e Cambridge optando em sua vida por uma produção literária independente onde pudesse expor suas opiniões sem a censura ou pretensão de nenhuma entidade ou movimento.
       

        Gerrit Gerritszoon, seu nome verdadeiro antes de ser batizado como Erasmo em homenagem a um santo de mesmo nome, ficou famoso pelo seu livro Elogio da Loucura que refletia muito do pensamento renascentista e das disputas e corrupções na Igreja. Foi um ávido crítico não da Igreja, mas do modo como era operada afirmando que a mistura de racionalismo com teologia que fora defendida por muitos sacerdotes fora a principal causa da corrupção cristã; não concordou também com as regras e costumes praticados na Igreja, muitos deles criados sem condizer com os objetivos de Cristo. 

        Defendia um retorno às crenças sinceras e um laço íntimo entre o indivíduo e Deus sem o intermédio de uma doutrina católica; afirmava ele mesmo que a religião era uma forma de loucura, pois exige apenas a fé e nunca a razão. Para Erasmo, a busca da felicidade estava na ignorância ingênua, humildade e simplicidade, alertando que a busca pelo conhecimento poderia acarretar em complicações podendo até mesmo intensificar uma vida depressiva.

        Foi ovacionado pelo movimento Protestante, pois combatia em seus textos boa parte dos ideais reclamados; contudo caiu em descaso ao não se unir formalmente a reforma de Martinho Lutero, seguindo sempre seus ideais de independência chegou até a satirizar muitas das liberdades pregadas pelos Protestantes que em sua percepção eram impossíveis de serem alcançadas. Seus livros e textos foram traduzidos para diversas linguagens tamanha era sua popularidade; seus comentários e críticas marcaram o início do Renascimento deixando para trás o mundo medieval marcado pela soberania do pensamento católico.

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