John Locke (1632 – 1704)

O conhecimento de nenhum homem pode ir além de sua própria experiência.

“As ações de um homem são os melhores reflexos de seu pensamento.” [John Locke]
        Filósofo nascido em Harlow na Inglaterra recebeu de seu pai, um advogado, estudos de qualidade, primeiramente em Westminster e posteriormente em Oxford. Considerado um dos principais empiristas britânicos; famoso pelas suas concepções políticas que lhe rederam dois exílios; retornou posteriormente à Inglaterra onde trabalhou como funcionário público até a sua morte.
       
       Locke defendia o Homem como um ser que nasce com a mente limpa e sem ideias, sendo todo conhecimento adquirido de suas experiências no decorrer da vida, ideia sustentada pelo fato de que não existem verdades encontradas em recém-nascidos muito menos conhecimentos universais em todas as culturas do mundo; reconheceu a habilidade do Homem de raciocinar e produzir conhecimento bem como comportamentos comuns a espécie, grande parte destes, direcionados a suprir nossas necessidades básicas. 

        Como filósofo político concebeu que todo Homem deve ter direito a vida, liberdade e propriedade, e que qualquer governo deve ser contestado e dissolvido caso não garanta esses direitos; atacou o direito divino dos Reis, afirmando que a política trata-se de uma invenção humana sem influência sobrenatural alguma. Desenhou muitos dos princípios democráticos existentes hoje, contudo estes não se aplicariam aos primitivos (ou índios) de outros continentes ou qualquer cultura que não utilizasse o dinheiro; fora também pouco generoso com os menos afortunados, defendia o trabalho infantil a partir dos 3 anos para famílias incapazes de sustento, proibição da venda de bebidas alcoólicas aos miseráveis, monitoração e regulamentação de mendigos e penas criminais que variavam do alistamento militar passando pelo trabalho forçado perpétuo e até mesmo a perda de uma das orelhas. 

        Suportou o trabalho escravo, legalizado em caso de conquista, já que a servidão eterna é favorável à morte prematura. Patrocinou a tolerância religiosa já que não é possível encontrar uma verdade absoluta, afirmou que um monoteísmo forçado não traz estabilidade além de promover violência, discussão e descentralização. Criou teorias econômicas como precificação com base na oferta e demanda e a consequente capitalização para ganhos futuros; apoiou o uso do Ouro e Prata como garantia de transações internacionais e o Dinheiro como moeda de troca de uma nação; foi pioneiro ao afirmar que uma nação saudável seria aquela com Balança Comercial Favorável.
 
        Revolucionário em sua época; suas ideias que soam como absurdas hoje servem para nos comprovar como aceitamos condições desumanas sem questionamentos ou mínima reflexão. Não existe registro sobre o assunto, mas Locke provavelmente fez parte de uma manobra para depor o Absolutismo Inglês e criar a potência Britânica renovada do século XVIII. 

        Suas propostas justificavam tudo que era contestado quanto ao direito de propriedade, acúmulo de capital, e produção baseada em mão de obra barata; a pluralidade religiosa também vem de encontro com o interesse de comerciantes e agiotas internacionais, negócio ainda mais sustentável quando apoiado por uma transação concreta como o Ouro. Este grupo só não imaginava que esta nova nação se tornaria uma potência tão grande que influenciara o mundo todo até os dias de hoje, e teria uma sobrevida em sua próspera colônia – os EUA.
 

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