David Hume (1711 – 1776)

O Hábito é o grande guia da vida humana.

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.” [David Hume]

        Filósofo nascido em Edimburgo na Escócia foi uma criança prodígio, o que o empurrou par a Universidade com apenas 12 anos, com a morte prematura de seu pai, foi criado por sua mãe que sonhava em ver o filho formado em direito. O jovem aprendiz, no entanto se recusou e dedicou sua vida a um conhecimento mais geral amparado na Filosofia; trabalhou na embaixada de Paris onde conheceu Rousseau, realizou estudo sobre a história da religião que fora publicado por precaução somente depois de sua morte.
       

        David Hume trouxe uma nova perspectiva para a capacidade humana de aprendizado, seu livro o Tratado da Natureza Humana não causou impacto, muito menos sucesso na época em que foi lançado, nele o Filósofo defendia o Homem como capaz de dois tipos de raciocínio: o demonstrativo e o provável. No raciocínio demonstrativo existe um conjunto de regras bem formuladas que permitem provar a validade ou invalidade de uma teoria, algo muito parecido com a matemática; já no Raciocínio provável utilizava-se de uma prova empírica, seja por observação ou experimento, para sua constatação. 

        Defendeu que a Inferência Indutiva do Homem é baseada no passado esperando que o mesmo comportamento se repita no futuro, independente de resultarem em crenças certas ou não, esta inferência é parte da Natureza do Ser Humano; aproveitou este pensamento para criticar o racionalismo de ideias e invenções que são em grande parte baseada em observação de crenças guiadas pelo hábito do que ocorre no dia a dia. Concluiu que o Homem não deve se privar de inferir ideias, estas apesar de frágeis no longo prazo podem ser muito úteis em determinadas época, reforçou que podemos usar nosso raciocínio o quanto queremos, mas devemos nos lembrar de que ele deve ser revisto de tempos em tempos.

        Hume não trouxe um processo inovador para a filosofia, contudo isso não diminui sua importância ao ser o primeiro filósofo a abordar o nosso cotidiano e hábitos como base para o passado, presente e futuro. Grande parte da população vive de acordo com suas experiências e hábitos que ocorreram no passado, ocorrem no presente e previsivelmente vão ocorrer no futuro; o resultado deste comportamento é a melancolia, depressão e não conformidade com a vida que muda repentinamente não persistindo o que os hábitos apontavam. 

        O ponto positivo para o hábito, consiste na previsibilidade como a do sistema financeiro de crédito com pagamentos futuros que tendem a se garantir durante a estabilidade. Quem cultiva o hábito têm o mundo consigo; quem desconfia deste dificilmente enfrentará surpresas.

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