Edmund Burke (1729 – 1797)

A sociedade é de fato um contrato.

“Inovar não é reformar.” [Edmund Burke]

“Ninguém comete erro maior fazendo nada, só porque pode fazer pouco.” [Edmund Burke]

Político anglo-irlandês nascido em Dublin na Irlanda; acreditava que a filosofia deveria ser mais explorada como método inovador para a política. Dedicou seus pensamentos a escrever ensaios sobre a origem da sociedade bem como rascunhar pensamentos de comportamento. Foi membro do parlamento, representando um partido liberal, sendo um dos maiores críticos da má administração (ou exploração) colonial, o que lhe rendeu o título de consciência do parlamento.
       

        Parlamentar visionário, Burke esteve entre os poucos que no auge de uma Europa Mercantilista cuja riqueza massiva era extraída das recém-descobertas colônias, defendeu o direito de independência e livre comércio das colônias norte americanas além de ajudar em uma manobra que culminou com o impeachment do governador geral da Índia – Warren Hastings. 

        Ao contrário de Rousseau, acreditava em um Ser Humano que nascia pecador e que deveria encontrar o bem comum da sociedade na Política pela observação do passado, presente e futuro; foi crítico assíduo da Revolução Francesa pelas barbaridades cometidas bem como por todo período de terror instalado posteriormente, acreditava que a sociedade possuía vínculos enraizados com o passado e que devem ser desprendidos lentamente e não com mudanças abruptas e perigosas. Era um defensor da propriedade privada e de um mercado livre além de um balanceamento do poder entre os Monarcas e o Parlamento representando o povo.

        É comum, mesmo nos dias de hoje, a defesa de um neoliberalismo com pouca intervenção governamental e crença no mercado da oferta e demanda. Muitos filósofos do início da Revolução Industrial eram apaixonados por tal perspectiva; numa época em que se viu uma mudança positiva na vida de pessoas que deixaram de exploradas por governantes improdutivos e parasitas e que passaram a fazer parte de uma massa explorada pelos industriais, porém produtiva e que pegavam salários. 

        Por outro lado, atualmente não observamos esta melhora de vida exponencial; o industrialismo e capitalismo aplicados moderadamente trazem de fato melhorias aonde aportam; o problema é que o custo destas melhorias e a velocidade com que os recursos são consumidos, resultam em concentração de riquezas aliado a uma população endividada e sem poder de consumo e carência de tempo para o lazer, educação e qualidade de vida. Hoje um estado capaz de intervenção é tão importante quantas empresas inovadoras capazes de gerar emprego, devemos estar atento a um desequilíbrio de poder governado pela riqueza; pois pode resultar em exclusão social de minorias, falta de representatividade do cidadão, convergência de ideias e falta de inovação que eleve o bem-estar social em detrimento das que possuem maior resultado financeiro.

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