Johann Gotttlieb Fitche (1762 – 1814)

O tipo de filosofia que esse escolhe depende do tipo de pessoa que se é.

“Os teus atos, e não teus conhecimentos é o que determinam o teu valor.” [Johann Gottlieb Fitche]

        Filósofo nascido em Rommenau na antiga Saxônia; foi uma criança prodígio “adotada” educacionalmente por um nobre que financiou seus estudos; em seu tempo de colégio foi conhecido pela rebeldia e tentativas de fuga por não tolerar o modelo hierárquico existente. Interessou-se pelas obras de Immanuel Kant que o lançou como Filósofo; tornou-se professor da Universidade de Jena, do qual foi exonerado por acusação de ateísmo. Morreu em Berlim, onde é possível visitar seu túmulo.
       

         Na Filosofia, Johann questionou nossa capacidade de ser ético, moral e desfrutar do livre-arbítrio quando nascemos em um mundo casual, totalmente dependente de eventos previamente ocorridos. Além do Dogmatismo, que definia um mundo independente de nossas ações que poderíamos aprender por observação; citou o Idealismo num mundo onde o “Eu” é independente de influência com capacidade de pensar com liberdade e espontaneidade, criando toda a realidade através de nossas mentes. 

        Na visão de Johann não é possível provar qual mundo de fato existe, restando as pessoas escolher um tipo de mundo com base no perfil de pessoa que se é. Na esfera política defendeu a Autarquia, onde o Estado autossuficiente controlaria as relações internacionais, volume de dinheiro e leis sem dependência de nenhuma outra nação. Em sua publicação Carta ao Povo Alemão propôs ideias Nacionalistas de unificação dos povos Germânicos, pregou o levante contra a ocupação francesa das tropas de Napoleão e foi o primeiro a defender abertamente o anti-semitismo.

        Interessante como Violência gera Violência, Gottlieb era um intelectual interessado nas obras epistemológicas de Kant, contudo ao ver a submissão e humilhação causada por Napoleão interessou-se pela política no seu lado mais obscuro. A aversão aos Judeus nasceu da indignação de um povo sem pátria capaz de negociar e manter atividades comerciais para com e sob o domínio de qualquer governante; enquanto o povo alemão era sucumbido pelas tropas de Napoleão e se organizavam para um golpe, os Judeus formaram um Estado a parte e mantiveram seu cotidiano negociando com o novo Governante indiferentemente. 

        Os pensamentos de Gottlieb influenciaram a Alemanha até meados do século XX, através da unificação, conquistas, alta produção científica e tecnológica. De um lado criou uma potência que mesmo vencida em duas grandes guerras continua sendo uma das maiores propulsoras de inovação do mundo; do outro lado instigou por séculos um povo a viver em guerras duradouras, xenofobismo e preconceito. Sem sombra de dúvida que a nova Alemanha aprendeu muito com acertos e erros defendidos por Gottlieb, o nacionalismo não agressivo nas relações internacionais, a unificação dos povos, investimento em ciência e tecnologia, além da valorização da capacidade de produção e não somente do resultado financeiro, são exemplos que podem e deveriam ser copiados.

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