Mary Wollstonecraft (1759 – 1797)

A mente não tem gênero.

“Nenhum Homem escolhe o mal por ser o mal, mas apenas por confundi-lo como felicidade.” [Mary Wollstonecraft]

“Deixe a mulher compartilhar dos direitos e ela mudará as virtudes do Homem.” [MAry Wollstonecraft]

        Filósofa nascida em Londres, era filha de um pai rico e extremamente agressivo, chegava a espancar até mesmo o cão da família; aos dezenove anos foi morar com um viúvo voltando à casa para cuidar de sua mãe enferma. Abriu uma escola e publicou um livro sobre ensino e educação para mulheres; sua maior obra Reivindicação dos Direitos da Mulher foi a base para o movimento feminista do século passado e retrata muito do feminismo de hoje. Casou-se com Willian Godwin, anarquista e ateu; faleceu durante complicações no parto de sua segunda filha.
       

        Mary nasceu em uma época de questionamentos quanto a subordinação da Mulher ao Homem, pensamentos como este aliado a sua independência adquirida desde muito cedo ao tomar conta de sua mãe e irmãs, levaram a expor diversas de suas opiniões. Na área política defendeu uma quebra de contrato entre a População e um Monarca hostil, ponto de vista que a levou a mesa de discussão dos mais importantes intelectuais da época. 

        Na Religião atacou dogmas cristãos como pecado original, juízo final e condenação a penas eternas. Inovou ao usar o empirismo, que pregava o aprendizado do Ser Humano através de sua experiência, como prova irrefutável de que a Mulher tem a mesma capacidade intelectual que o Homem e que tal verdade só não era percebida, pois as mulheres eram submetidas a prostituição ou a escravidão do casamento prematuro. Defendia a mulher como excelente educadora de todas as crianças da nação além de companheiras de seus maridos e não meramente esposas; levantou a necessidade de igualdade social, política e econômica independente do sexo. Seus pensamentos foram exumados e tiveram pouca influência em sua época, contudo foram retomados no movimento Feminista do século XX que modelou a liberdade da mulher que percebemos hoje.

        Difícil imaginar um mundo onde as Mulheres tenham um papel secundário de meras esposas reprodutoras e zeladoras do lar, contudo este existiu por centenas de anos; pode parecer pequeno, mas todo anseio e desejo feminino de igualdade atualmente conhecidos, foram consequências da coragem de uma mulher que teve uma infância aterrorizada, uma juventude de dedicação e uma vida de apoio. No entanto é válida a reflexão do movimento feminista que têm buscado não direitos iguais, mas um modelo de vida idêntico ao dos homens; este modelo quando aliado ao fato dos homens não se mostram interessados em atividade historicamente femininas pode nos levar a um momento de inflexão que resulte numa escassez ainda maior de empatia e sentimento na formação das crianças, o que pode nos levar ao aumento da corrupção, violência e egocentrismo. 

        Fator também de grande impacto, a queda da natalidade acaba por formar uma força de trabalho envelhecida e menos produtiva; o que traz impacto direto no sistema de aposentadoria, que é garantido não pelo dinheiro poupado e sim pela continuidade da vida refletida na força dos mais jovens. Mais importante que garantir direitos iguais a homens e mulheres é moldar respeito entre os indivíduos, independente do poder financeiro, gênero ou atividade exercida.

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