John Stuart Mill (1806 – 1873)

Sobre seu próprio corpo e mente o indivíduo é soberano.

“Uma pessoa com crença tem poder social igual a 99 que só tenham interesses.” [John Stuart]

        Filósofo nascido em Londres na Inglaterra foi educado por seu pai, um filósofo radical da época; sofreu um colapso ainda jovem, decidiu então abandonar a Universidade e foi trabalhar na Companhia das Índias Orientais. Casou-se com Harriet Taylor, grande defensora do direito das mulheres; e foi membro do Parlamento Inglês onde colocou em prática sua filosofia moral e política.
       

        Mill sofreu influência de Jeremy Bentham e sua filosofia aplicada na política que pregava o máximo de felicidade aplicado ao máximo de pessoas; contudo não se concentrou em modelar uma fórmula para Calcular a Felicidade que pudesse auxiliar em posicionamentos políticos, optando por encontrar um modelo que permitisse colocar as ideias em prática. Em seus estudos morais defendeu que duas regras eram o suficiente para não desordenar o mundo: faça aos outros o que deseja para ti mesmo e ame o próximo como a ti mesmo; se seguirmos estas regras e firmar com o Estado uma legislação que nos garanta o direito individual à felicidade, desde que não causemos danos aos outros, poderemos utilizar todo nosso potencial para melhorar o mundo; permitindo aos governantes se concentrar em garantir a felicidade para todos. 

        Na definição de felicidade defendeu que esta é proveniente de duas fontes; a primeira consiste em desejos imotivados, que almejamos e nos trazem prazer; a segunda são ações conscientes, as quais não somos inclinados, mas acabam por nos trazer prazer; para Mill devemos criar uma fórmula indissolúvel utilizando da educação, política e opinião pública para garantir e incentivar esses dois tipos de felicidades. Como modelo econômico defendia a produção de riquezas de forma crescente e constante com uma distribuição adaptada ao tempo de cada nação e sua sociedade. Suas reformas políticas incluíram a liberdade de expressão, fim da escravidão, os direitos humanos, direito a voto feminino além de um mercado livre com pouca intervenção do Estado.

        Muitos das reformas propostas por Mill não foram concretizadas durante seu trabalho como parlamentar, nem mesmo durante sua vida; contudo ele foi o arquiteto de uma revolução suave que transformou a Grã Bretanha e todo o mundo por consequência. Foi inteligente ao não tentar resolver o problema da humanidade, optando por priorizar o direito individual; foi pragmático ao afirmar que as riquezas são geradas por leis naturais, contudo sua distribuição segue leis convencionais que podem ser alteradas se necessário. 

        Algo impressionante na linha do tempo da filosofia consiste em termos o Direito de Propriedade sendo priorizado como legislação mundial bem antes dos Direitos Humanos; talvez esteja ainda pendente uma teoria fundamental, seja ela racionalista ou empirista, que comprove quando o apego do Homem por suas posses passou a ser mais importante que a integridade de seus pares, e até questionar se isso ocorreu desde sempre.

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