Friedrich Nietzsche (1844 – 1900)

O Homem é algo a ser superado.

“O Homem é uma corda entre o animal e o super-homem: uma corda sobre um abismo.” [Nietzsche]

“Nos indivíduos, a loucura é algo raro; mas nos grupos, nos partidos e nos povos, nas épocas é a regra.” [Nietzsche]

 

 
        Filósofo nascido na Prússia; veio de uma família luterana extremamente religiosa. Perdeu seu pai e irmão ainda criança sendo criado por sua mãe, avó e tias; aos 24 anos tornou-se professor na Universidade de Basel, após 2 anos contraiu difteria e disenteria que o levou a graves problemas de saúde, culminando no abandono de sua profissão. Desmaiou na rua ao tentar proteger um cavalo que era chicoteado, entrou em um colapso mental que o acompanhou até sua morte aos 56 anos.

       

       Em sua obra Assim Falou Zaratustra o filósofo criticou todo o pensamento ocidental desde os primórdios, em particular o que entendemos por Homem ou a Natureza Humana, o que acreditamos ser Deus e o que entendemos por moral e ética. Zaratustra, um profeta fictício, passou 10 anos em meditação nas montanhas; ao voltar para compartilhar sua sabedoria encontrou um Homem que o desencorajou e citou a montanha como um lugar para rir, chorar, sofrer, cantar e louvar a Deus – Zaratustra então ri e pensa consigo, como este homem ainda não percebeu que Deus está morto! 

        A morte de Deus defendida por Nietzsche não foi apenas um ataque à religião, mas sim de todos os valores elevados e virtuosos que um dia possamos ter, pois estes se foram a um longo tempo; afirmou que o Homem considera como boas, muitas ações que não fazem mais do que limitar nossas vidas, citando a necessidade de romper com esses ideais para alcançar uma vida diferenciada. Mostrou toda filosofia ocidental como baseada, desde seus primórdios com Platão, no mundo ideal e o percebido; distanciando o Homem da importância do mundo onde vivemos hoje. Do mesmo modo o Cristianismo barganhava nossa vida de hoje por outra futura e perfeita que ainda está por vir; o que de certo modo nos levava a esperar pela morte. 

        Segundo o filósofo encontramos a verdade quando paramos de importar com o mundo ideal e aceitamos o mundo aparente; o resultado é um mundo único sem transferência futura de valores permitindo derrubar o que conhecemos como natureza humana, desta superação nasceria o Super-Homem, capaz de testar e ampliar seus limites indefinidamente. Apesar de ter suas obras distorcidas para beneficiar o Nazismo, sua frase “O Homem deixa de ser supérfluo quando o Estado termina” mostra sua aversão ao Nacionalismo.

 
        Nietzsche simplesmente rompeu com todas as regras, todo um mundo construído pacientemente por séculos foi confrontado de forma cética e funcional. Pense por um único instante, na hipótese de que Deus não existe, a vida após a morte é uma tolice, nem tudo que você aprendeu como certo ou errado são verdades absolutas e responda a pergunta: Você viveu sua vida como um presente, ou como uma oferta a pensamentos alheios que nem sabes de onde vieram? E se lhe fosse pedido algo emprestado, para que este lhe fosse devolvido infinitas vezes mais após sua morte? Você aceitaria? O que e quanto você emprestaria? Se tal hipótese parece ridícula e sem sentido, lembre-se que você pode estar por muito tempo barganhando alguma coisa, e esta coisa pode ser sua própria vida.
 

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