Simone de Beauvoir (1908 – 1986)

O homem é definido como Ser Humano, a mulher como fêmea.

“A representação do mundo é obra dos homens, eles a descrevem a partir do seu próprio ponto de vista.” [Simone de Beauvoir]

        Escritora nascida em Paris na França; nasceu de uma família rica que veio a falência devido ao vício do Pai no jogo; este nunca escondera a preferência por um filho e elogiava a filha por possuir personalidade forte. Estudou filosofia e escreveu diversos romances onde defendeu o existencialismo como ideal feminino, foi uma das principais feministas do século XX sendo atacada pela política masculina tanto de esquerda quanto direita além de ter seus livros proibidos pelo Vaticano.
       

        Em sua obra “O segundo sexo” a escritora abordou o fato de que toda filosofia, história e formação de sociedade foram definidas, descritas e abordadas apenas do ponto de vista masculino, e isso vinha ocorrendo a milhares de anos, desde os tempos de Aristóteles. Toda essa exclusão levou a autora a definidor o homem como um Eu ativo e consciente enquanto a mulher era o Outro, ser passivo sem voz e sem poder. Era extremamente preocupada com o novo julgamento que se formava com relação as mulheres, onde estas passaram a ser julgadas tendo como ponto de relatividade o homem; já que a liberdade da mulher foi concretizada por homens que defendia a igualdade entre eles. 

        Argumentou também, que a igualdade entre homens e mulheres não faz sentido e nem deveria ser objetivo de busca feminino, pois ambos são muito diferentes; citou que as mulheres devem se libertar tanto do estigma social de passividade quanto do estigma masculino de igualdade; para a filósofa ser igual ao homem é um retrocesso, instigou as mulheres a assumirem o risco de buscar sua própria existência ao invés de seguir confortavelmente o que foi imposto pela sociedade e posteriormente pelos homens.

        Sempre acreditei na diferença dos sexos, e sempre olhei com cautela a busca das mulheres por uma vida de igualdade aos homens, é claro que viver passivamente a sombra de maridos, numa eterna angústia e prisão domiciliar é algo fora de cogitação; mas também se vender a necessidade de reconhecimento, poder e superação para satisfazer a própria vaidade – assim como fazem os homens – pode trazer um desequilibro e sérios problemas sociais. Os Pais que me perdoem, mas é hoje por conta das mães que temos um mundo com certa dose de compaixão, solidariedade, amor e respeito pelo próximo, enquanto o Pai ensina a ser forte para enfrentar a vida a mãe ensina a ter compaixão e amar para viver a vida. 

        Hoje tenho minhas dúvidas do quanto à mulher é de fato diferente do homem quando analisados por uma perspectiva mental, desconsiderando o corpo material. Se submissão e passividade imposta nestes milhares de anos não tivessem ocorrido, teríamos uma mulher nos mesmos moldes de hoje? Seria o caminho se tornar “homens”? Como seria uma sociedade onde as crianças nascem carentes de “mães” e sobrecarregadas de “pais”? Existiria uma perspectiva, anseio e desejo por iniciar novas famílias? Válido ressaltar também porque da dificuldade dos homens em entender as mulheres, não existe história sobre o comportamento feminino, só se aprende sobre uma mulher vivendo ela; ao contrário dos homens que passaram vidas criando seu soberbo manual através das anotações de suas conquistas, valentia, coragem, força e riqueza.

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