Calculo da Riqueza (1623 – 1687 d.C.)

Economia pode ser medida.

“Se controlarmos nossas riquezas seremos ricos e livres, se nossa riqueza nos controlar, seremos na verdade pobres.” [Edmund Burke]

        O conceito de sociedade nasceu antes de 5.000 a.C.; e durante 6.650 anos, até 1.650 d.C.; não existiu a necessidade em se calcular a riqueza de uma nação. William Petty foi pioneiro, ao analisar dados brutos da Inglaterra e destes obter quão grande era a riqueza do Império Inglês, ao contrário do que muitos acreditavam.
       

        Para um mundo que passou tantos milhares de anos sem tal cálculo, é de se espantar como a riqueza de uma nação assumiu tamanha importância; tudo começou com Gregory King que utilizou tais valores para prever quanto tempo uma nação conseguiria financiar uma guerra, aplicou-a em um caso prático onde errou por apenas 1 ano e mostrou a importância de tal previsibilidade. Simon Kuznets, em um trabalho para o congresso americano propôs em 1934, o que hoje conhecemos como PIB (Produto Interno Bruto), uma medida de riqueza de uma nação; o cálculo envolve consumo privado, investimento, gastos governamentais exportação e importação.

        Apesar de menos conhecido, existem também outros índices como o IPG (Índice de Progresso Genuíno), que ao contrário do PIB, não considera despesas com melhoria de saúde como créditos e sim débitos e também leva em conta trabalhos voluntários e distribuição de renda realizados no país. Temos também o IPF (Índice Planeta Feliz), que apesar do nome infantil, leva em consideração o sentimento de felicidade de uma nação bem como a expectativa de vida e preocupação com o meio ambiente. Quando cria-se um ranking com os países atrelados a esses índices os resultados são bem surpreendentes, enquanto na corrida pelo PIB destacam-se países como EUA, China, Japão, Alemanha; o IPF traz em sua liderança países simples como Costa Rica, Vietnam, Colômbia e El Salvador; cuja população em sua maioria miserável passa por um período de grande esperança. Independentemente do índice utilizado, uma grande gama de informação sobre o desenvolvimento humano pode ser encontrado no site da ONU (www.hdr.undp.org), uma organização de alcance internacional com estudos de grande utilidade para governantes e cidadãos.

        É consenso de grande parte dos Economistas, Sociólogos, Políticos e Administradores, que o PIB não reflete de fato a riqueza ou qualidade de vida de uma nação; não obstante, muitos governantes vivem um mandato a perseguir tais indicadores que sejam trocadas por voto na próxima eleição. Terríveis as medidas tomadas pelos executivos políticos, industriais e setor financeiro para fazer do PIB uma bolha crescente, sempre seguindo a lógica do quanto mais PIB mais dinheiro, e portanto, maior o bolo ao ser fatiado no livre comércio. 

        Interessante também o fato de o PIB ser uma invenção norte americana, encomendada pelo próprio congresso logo após a Grande Depressão, cujo resultado apresentava à população um país de ponta na era da industrialização. Talvez o apóstolo Mateus estivesse certo ao profetizar “bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”; e o IPF reforce que a ignorância e a inocência são juntas, a única forma de felicidade para o Ser Humano. Não podemos esquecer também, que índices são criados, perseguidos e mensurados pelo próprio governo, portanto vale a pena a desconfiança de muitos deles.

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