Protecionismo e Comércio (1574 – 1641 d.c.)

Livrai-nos dos produtos estrangeiros.

“OMC é um confronto contra a democracia.” [Manifestantes em Seattle]

        O comércio data dentre as atividades mais antigas do Homem, o mesmo sempre foi feito sem barreiras ou restrições, sempre objetivando o ganho com a troca por ambas as partes. Tudo mudou no início do século XVI, quando Inglaterra e Holanda, maiores potências marítimas de sua época iniciaram sua ascensão através da carga de bens, e boa parte do ouro mundial se concentrando nessas duas nações.
       

        O comércio sempre foi uma entidade livre, não conhecia idiomas, culturas ou fronteiras; contudo o crescimento da população europeia e a subsequente formação dos principais estados europeus fez nascer um novo problema; para onde estavam indo todas as moedas cunhadas pelo Rei para sustentar e fortalecer a economia local? Se a resposta fosse para outro país, significava o empobrecimento da nação. Deu-se início a guerra fiscal, onde impostos eram cobrados para proteger o mercado interno; Maynes defendeu a retenção da saída de Ouro, já Mun afirmou que um governo defasado na compra de matéria prima poderia ganhar muito com a venda de produtos industrializados. 

        Adam Smith defendia um liberalismo com comércio livre e sem fronteiras entre as nações; surgiu portanto, de sua cabeça a ideia de áreas de livre comércio como União Europeia, Asean, Nafta e até mesmo o Mercosul. Foi também das teorias de Adam Smith que as nações mais industrializadas decidiram criar instituições internacionais que patrocinem e estimulem o livre comércio, entre elas estão as conhecidas OMC (Organização Mundial do Comércio) e o FMI (Fundo Monetário Internacional). Enquanto a OMC funciona como um tribunal jurídico que garante a todos integrantes a defesa de irregularidades no comércio internacional, o FMI possui um papel de catalisador exigindo a abertura aos países membros em troca de empréstimos que garantam a resolução do fluxo de caixa de alguns governos.

        Enfrentamos a mais de 400 anos a dicotomia entre abrir ou fechar o mercado; atualmente 99% dos países no Globo aderiram ao livre comércio através da OMC. Um comércio internacional livre deveria representar a melhor escolha sem sombra de dúvidas; mas o perigo da guerra e os interesses nem tão honestos de algumas nações e suas corporações inibem qualquer estado em mergulhar de cabeça em tal iniciativa.

        O resultado é o mundo do comércio da desconfiança que existe hoje; o governo Chinês finge não se incomodar com a situação do trabalho em seu país, desde que ele se industrialize com a presença de Multinacionais; os BRICs se tornam exportadores de matéria prima e mão de obra barata às nações desenvolvidas, que por sua vez mantém o trabalho intelectual e o poder cambial para sair as compras caso alguma indústria se mostre distinta economicamente em outras regiões do Globo. O livre comércio é uma forma internacional de meritocracia, onde os melhores sobrevivem; claro que não se pode deixar de citar a injustiça “meritocrática”, ao qual nem todos “comerciantes” começam esta corrida na mesma posição da largada, tão pouco utilizam os mesmos carros.

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