Efeitos da Concorrência Limitada (1801 – 1900 d.C.)

Quanto produzir dada a concorrência?

“A estratégia de cada jogador é ótima diante das estratégias dos outros.” [John Nash]

        Teorias econômicas nem sempre foram suportadas pela Matemática, sua análise vinha principalmente da observação do comportamento humano e debates filosóficos. Um dos primeiros problemas abordados foi a concorrência perfeita pelo economista Adam Smith.
       

        Johan Becher, em 1668 debateu o impacto da concorrência e do monopólio em sua obra Discursos Políticos, o estudioso já observara que em setores econômicos monopolizados a baixa produção eram características comuns enquanto setores com alta concorrência produziam mais, e a preços bem menores. Smith apontou em sua obra Riqueza das Nações que uma concorrência perfeita maximiza o bem-estar social com maior produção, empregos e preços menores; atacou os monopólios como danosos e uma doença a ser combatida pelos Estados.

        Cournot, em 1863 modelou matematicamente a concorrência de um duopólio em conluio e conseguiu mostrar que existe um ponto de equilíbrio a ser alcançado por ambas empresas para que estas maximizem seu lucro e sua produção. Posteriormente estendeu seu modelo para um número maiores de empresas onde percebeu que uma concorrência perfeita pode acabar em uma superprodução que não seja benéfica, também retificou através de seu modelo como monopólios seguram a produção para aumentar seus lucros.

        Joseph Bertrand foi além ao propor em 1883 que empresas não competem por produção e sim por lucratividade, ou seja, elas preferem produzir o quanto menos ganhando o quanto mais. Estendeu então o modelo de Cournot, provando que um duopólio sem conluio é o suficiente para atingir um equilíbrio econômico perfeito. John Nash, em 1951, criou uma teoria para se atingir o ponto de equilíbrio em uma partida de N pessoas; ganhou o Nobel ao ver suas ideias aplicadas na concorrência comercial e estratégia política.

        O sistema criado por Smith, ao contrário que muitos pregam, foi desenhado para promover o bem-estar social; a especialização do trabalho, a concorrência e a possibilidade do lucro são apenas temperos de sua receita. O que vivemos hoje é um paradoxo; com o aumento cada vez maior da lucratividade, as empresas estão cada vez mais comprando seus concorrentes e reduzindo a competição, e o objetivo desta redução é simples: produzir menos e lucrar mais. 

        Por mais que se renove o espírito corporativo todo ano, existe um aglomerado se formando (http://dowbor.org/2012/05/a-concentracao-do-poder-corporativo-as-grandes-marcas-do-nosso-cotidiano.html/), e neste mercado aglomerado, pequenas empresas e consumidores não possuem sua vez. As teorias de Cournot e Bertrand foram excelentes mesmo que defasadas um pouco atualmente, seus modelos formalizar a economia e provaram que os danos dos oligopólios existem e não são poucos. Para contornar tal situação o “mercado” os pratica disfarçadamente na forma de aglomerados corporativos.

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