Monopólios (1806 – 1873 d.C.)

Telefonemas custam mais se não existir concorrência.

“Qualquer negócio ou comércio que exija um grande capital limita a concorrência.” [John Mill]

        Quem brincou de Banco Imobiliário ou Monopólio já conheceu as facetas de várias sensações. Poucos se dão bem e têm muitas propriedades recebendo de todos; outros possuem algumas propriedades e se mantém no jogo; por fim temos aqueles sem propriedade se enrolando cada vez mais a cada rodada, destes uma parcela esperançosa acredita que momentos melhores virão e mantém a compostura uma outra parcela “que não sabe perder” apelam para o roubo e avacalham o jogo quando já sabem que o resultado final não será o esperado.
       

        A descrença e periculosidade de um monopólio foi descrita por Aristóteles em 330 a.c., foi reforçada por Smith em 1778 e provada por Cournot em 1838, contudo foi Mill em sua obra Princípios da Economia Política quem fez uma análise aprofundada sobre o surgimento e impacto dos Monopólios.

        O surgimento ocorria devido ao protecionismo em excesso do Estado ou da necessidade de grandes capitais de investimento (em 1848, era a exploração do carvão, ferrovias e fornecimento de água); apontou também o monopólio do trabalho, onde boas profissões exigem investimento, o que permite poucos desfrutarem. Assim como Smith, Mill não acreditava que monopólios por si só eram responsáveis por altos preços, o conluio entre as empresas eram os principais responsáveis.

        Alfred Marshall em 1890, elaborou um modelo de monopólio que buscasse preços baixos e bons serviços aumentando o poder de compra e o bem-estar; mostrou em seus estudos que é possível a produção em um menor custo devido à grande escala e redução de gastos com marketing, para Marshall os resultados de um monopólio são um reflexo direto de seus gestores. O modelo de monopólio de Marshall foi utilizado por empresas públicas para garantir serviços a preços reduzidos, ambos fiscalizados por agências reguladoras.

        William Baumol em 1982 citou a perspectiva de concorrência, onde monopólios manteriam preços reduzidos com o intuito de evitar o surgimento de concorrência, evitando assim uma guerra comercial posterior; modelo este criticado pela escola austríaca, que destaca a competitividade acirrada como maior propulsora de inovação, qualidade e preços reduzidos.

        Empresas com mais de 25% do mercado são observadas com a cautela de um monopólio, pois tal abrangência permite ditar preços, realizar concorrência predatória ou até controlar a oferta de um serviço que promove o bem-estar. Liberais defendem o combate ao monopólio com o não protecionismo nacional, por exemplo permitindo a entrada de companhias estrangeiras, não liberais defendem a regulamentação e controle destes setores pelo Estado. 

        Atualmente monopólios são formados discretamente através de aglomerados; as principais áreas afetadas são: Telecomunicações, Energia, Mineração, Transporte, Medicamentos, Agricultura, Alimentação. Importante notar que já foi provado, os prejuízos causados não são pelos monopólios em si, e sim pela administração e o que se busca alcançar através destes.

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