Bolhas Econômicas (1814 – 1889 d.C.)

Milhões geram loucuras coletivas.

“Ciclo econômico caracterizado por rápida expansão seguida por contração.” [Definição de Bolha Econômica]

        Conhecer o passado, para entender o presente e prever o futuro; três passos simples que poderiam livrar milhares de furadas econômica se não fosse por um fator externo comumente encontrado – o desejo de se tornar rico.
       

        A febre começou por volta de 1630, cidadãos ricos da Alemanha e Holanda desfrutavam das descobertas comerciais, e uma espécie de Tulipa usada na decoração de mansões estava na moda. Iniciaram-se as negociações em mercados de ações onde os interessados em investir se tornariam ricos.

        A classe média, eterna invejosa e esperançosa sucessora dos ricos, passaram a idolatrar a ingênua flor, especulou-se até quanto a riqueza e sofisticação trazida por aqueles que a possuíssem; os preços passaram a subir, atingindo o absurdo de um ano do trabalho de um artesão experiente. Quando percebeu-se o absurdo, a febre se desfez, os preços caíram, as flores morreram, os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres.

        Charles Mackay em 1841 publicou Ilusões Populares e a Loucura das Massas, uma crônica de momentos econômicos reais que virou referência psicológica para a irracionalidade do mercado. Herbert Simon em 1947 atribui a insanidade das massas não à uma loucura, mas à limitação de informação e tempo em sua obra Comportamento Administrativos.

        Peter Garber publicou em 1990 sua obra Primeiras Bolhas Famosas, onde contestou Mackay ao mostrar que era comum no mercado de flores altas seguidas por queda abruptas, sendo a tulipa mania não uma loucura mas uma sobre expectativa do mercado. Robert Shiller em 2000 publicou Exuberância Irracional onde analisou as bolhas econômicas e identificou o Estado como principal responsável, sejam através de políticas que evitem a concorrência ou estimulo à um setor estratégico.

        Apesar de todas definições, bolhas são formadas por três grupos de pessoas: o criador, o especulador e o atrasado. O Criador é quem lança o bem ou produto; o Especulador conhece os riscos mas enxerga possibilidade de ganhos; o Atrasado é o desinformado que perde o dinheiro. As bolhas são formadas em países ricos ou em expansão econômica e são atreladas a produtos que estão na moda, pois um ambiente de progresso traz segurança psicológica e o novo remete a oportunidade.

        Além da “Tulipa Mania”; tivemos em 1720 o “South Sea” na Inglaterra e o “Mississipi” na França relacionado a investimento em colônias; ainda na Inglaterra em 1840 ocorreu a “Ferrovia Mania”; em 1890 no Brasil passamos pelo “Encilhamento” com o financiamento público da industrialização; nos EUA de 1920 o “Roaring Twenties” foram impulsionados pela aurora das inovações em telefonia, eletricidade e o cinema; em 1990 a Ásia sofreu o primeiro impacto com o Japão e posteriormente os Tigres Asiáticos; em 2000 tivemos a crise das “.com” com as oportunidades da internet. São muitos casos, mas os campeões são as bolhas Imobiliárias que só nos últimos 10 anos ocorreram em mais de 8 países – EUA, Austrália, Índia, Inglaterra, Irlanda, Espanha, Romênia e outros.

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