Economia Marxista (1818 – 1883 d.C.)

Que a classe dominante trema diante da revolução comunista.

“A burguesia força todas as nações, sob pena de extinção a adotar o modo burguês de produção.” [Marx e Engels]

        “Pensar fora da caixa” é uma expressão amplamente utilizada em corporações, o intuito é estimular o colaborador a sair do limite onde está condicionado e pensar algo totalmente novo. Sistemas econômicos não são diferentes, enquanto imerso neles torna-se difícil enxergá-los de fora; pode ser difícil acreditar mas o Capitalismo, assim como o Feudalismo e Mercantilismo, é apenas um passo da evolução Humana em busca da perfeição.
       

        A Revolução Francesa de 1789 enterrou o Feudalismo abrindo caminho a um sistema econômico livre e capaz de impulsionar a inovação e a tecnologia, Napoleão Bonaparte fora seu grande patrocinador, com sua rápida ascensão e poder derrotou milhares de Impérios permitindo a independência de suas colônias que seriam reconstruída utilizando este novo e moderno sistema político econômico, que com o passar dos anos apresentou suas imperfeições; uma nova proposta passou a ser estudada, Karl Marx baseado na dialética de Hegel propôs em 1848 um novo passo na evolução apresentando o Comunismo, causando uma série de levantes e revoluções sufocadas por toda Europa.

 
        Marx caracterizou o capitalismo pelo abismo social entre a burguesa, dona dos meios de produção, e o proletariado, dono da força de trabalho; em busca de lucros sempre maiores os burgueses acabavam por alienar o trabalhador causando insatisfação e futura agitação social; os burgueses também competiriam entre si, tornando-se uma classe cada vez mais enxuta e gerando monopólios com poder de exploração não só dos trabalhadores mas também dos consumidores. 
 
        Marx destacou que o desejo pelo lucro leva a superproduções que não são acompanhadas por uma superdemanda, gerando ciclos de rápido crescimento seguido por crises que afetariam com mais impacto o proletariado; a frequência destas crises traria uma revolução que tomaria os meios de produção, esta ditadura proletariada seria substituída posteriormente por uma economia de propriedade coletiva e planificada capaz de garantir coerência de oferta e demanda. Em 1922 a União Soviética e em 1949 a República Popular da China adotaram ideias Marxistas; ambas nações obtiveram uma experiência fracassada muitas vezes utilizada como exemplo para demonstrar a inviabilidade do modelo comunista.
 
        Frequentemente se vê o descrédito ao Comunismo de Marx por conta das experiências na URSS e China, que apesar de ditas comunistas não passaram os controles dos meios de produção aos trabalhadores e sim a gestores governamentais. Contudo, nem estes fracassos tiram o mérito da obra que criou governos de economias mistas no mundo todo, onde a intervenção estatal está sempre à espreita monitorando os pontos fracos do capitalismo. Marx realizou duas contribuições, primeiramente mostrou que o Capitalismo é apenas um capítulo na evolução dos sistemas econômicos e que em um futuro de progresso a desigualdade social não vai ter seu espaço.

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