Negociação Coletiva (1858 – 1943 d.C.)

Os trabalhadores devem lutar junto pelo que é seu.

“Se um grupo chega a um acordo e envia representantes para a negociação em nome do grupo a posição muda de imediato.” [Beatrice Webb]

        Não se sabe ao certo em que período da história o Homem criou a relação proprietário-trabalhador, muito provável, esta iniciou-se com uma relação velho-jovem transformando-se posteriormente numa relação mestre-escravo, que por fim permitiu a legalização de uma mão-de-obra que teria eternamente seus direitos de liberdade garantidos.
       

        Enquanto a França passou por uma grande revolução contra o regime Absolutista, uma Sociedade de Amigos nasceu para defender os Direitos dos Homens e dos Cidadãos. Fundada para ser o vigilante da Assembleia Nacional, responsável por promover enquetes, petições e manifestações; alcançaram grandes resultados influenciando a criação de outros Clubes por toda a nação. Contudo, 5 anos após a primeira formação a ideia fora enterrada pela atuação do Comitê de Salvação Publica que prendeu e condenou à morte seus principais dirigentes.

        A Revolução Francesa havia influenciado todo o Mundo, algumas das ideias concebidas pouco antes da Revolução já haviam tomado conta do recém composto EUA, onde observou-se a formação de um modelo semelhante as Sociedade dos Amigos, restrita aos trabalhadores que se organizaram Nacionalmente para defender seus direitos. 

        Outros países Europeus não ficaram à margem e também criaram suas Sociedades, inclusive a França viu a ressurreição na União de Trabalhadores para defender seus direitos; contudo diferente da Americana estes se aliaram a Partidos Socialistas baseados no Comunismo de Marx. Todos movimentos foram reduzidos com a criação de leis semelhantes a Lei de Combinação inglesa que legalizou a apreensão de sindicatos que se organizassem para negociar aumentos salariais ou reduzir jornada de trabalho.

        Beatrice  Webb, uma socióloga e economista inglesa que defendia um Estado de “bem estar” da população e não somente a defesa do livre mercado propôs reformas ao parlamento, dentre elas um Piso Mínimo Nacional para o salário bem como um Sistema Nacional de Saúde; defendeu o direito de união operária em forma de sindicatos para a realização de negociações coletivas, o que permitiria uma reavaliação Salarial, das jornadas e condições de trabalho.

        Os movimentos de Sociedade de Amigos, ou movimento Sindical tem se reduzindo por todo o mundo (http://stats.oecd.org/), parte desta redução vem de teorias neoliberais que apontam as negociações como redutoras de novas oportunidades de emprego além de reduzir o salário em setores não sindicalizados; e claro, também devido a Globalização que não permite uma união generalizada devido as barreiras culturais ou geográficas.

        Apesar de não aplicado ao Brasil, muitos países adotam uma participação facultativa dos Sindicatos; o que reduz a participação devido as taxas cobradas ou a polarização política criada pelos seus representantes. E apesar de muitos não concordarem é preciso um zelo pela existência sindical, pois esta é uma arma importante de qualquer classe trabalhadora, mesmo que em muitas ocasiões devam ter suas miras resgatadas por sua história e apontadas para a única direção correta: o Direitos dos Homens e dos Cidadãos.

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