Planejamento Central (1881 – 1973 d.C.)

Socialismo é a extinção da economia racional.

“Se a história da civilização nos ensina alguma coisa, é de que a propriedade está indissoluvelmente ligada a sociedade.” [Ludwig Von Mises]

        Imagine um mundo sem Estado, não existiriam políticos, votos, impostos e as regras de comércio seriam definidas pelos próprios consumidores. Soa como comunismo, mas na verdade estamos falando de um genuíno “laissez-faire”, onde as empresas privadas e o mercado seriam regulados por seu próprio comportamento.
       

        Em 1867, Karl Marx criou o Socialismo, um sistema que deve ser implantado antes do Comunismo; neste o Estado seria controlador de todo meio de produção, onde a nação funciona como uma única imensa Fábrica. Pareto e Enrico Borone confirmaram suas ideias mostrando ser possível alcançar a eficiência com um planejamento centralizado. Durante décadas poucos puderam confrontar as ideias de Marx, e com o fim da primeira Guerra Mundial os partidos Socialistas começaram a ganhar espaço por toda Europa.

        Ludwig Von Mises, economista austríaco, foi o primeiro a contestar o Socialismo de Marx, questionou como o Estado iria planejar a oferta e demanda num ambiente sem dinheiro, custo ou lucro monetizados. Ao iniciar o debate “Capitalismo x Socialismo” mostrou que numa economia centralizada, o Estado precisaria medir “Custos x Benefícios” para decidir qual projeto é mais importante; e a forma mais eficiente de obter tais informações é através do fluxo de dinheiro no mercado. 

        Defendeu também que uma economia Capitalista é mais eficiente pois os projetos envolvem diversos setores que buscam o lucro máximo e portanto investem em ferramentas e práticas avançadas que os tornem eficientes. Criticou o modelo Marxista de cálculo do custo através do trabalho hora de um Homem, pois não engloba escassez de recursos tão pouco a qualidade final do produto ou serviço. 

        Defendendo a ideia de que o mercado nunca se equilibra, e sim oscila próximo ao equilíbrio, defendeu que o Estado nunca deveria intervir no mercado, pois os efeitos colaterais de uma primeira intervenção iriam requerer outras num caminho sem volta à intervenção total. Afirmou que a relação “empresas-consumidores” era proveitosa ao atender necessidades e gerar lucro. 

        Criticou a oferta de dinheiro por Bancos para estímulo em época de crise defendendo depressões como ajustes de mercado que devem punir o mal comportamento de empresas e aumentar a percepção e poder de crítica dos consumidores. Por ser de extrema direita, as ideias da Escola Austríaca nunca foram dominantes, contudo com o fim da U.R.S.S e a crise de 2008 ela ganhou espaço, mostrando um pensamento coerente e viável.

        A U.R.S.S passou por diversos problemas durante sua breve coexistência com o planejamento centralizado e uso apenas de empresas estatais, criou índices e metas de produção que eram burlados através da criação de produtos de qualidade inferior ou até mesmo sem propósito que aumentaram o desperdício e gerou fome. 

        Contudo este não pode ser o argumento contrário ao regime, pois hoje mesmo, décadas de avanço tecnológico depois, temos um desperdício confrontado com uma imensa quantidade de miseráveis famintos, e claro, não somos Socialistas; a Escola austríaca deposita nas corporações a mesma boa fé e esperança que Marx deposita no operário, e este é um mesmo erro dentro de suas principais diferenças.

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