Bretton Woods (1944 – 1971 d.C.)

Havendo Guerra e Depressão, os países devem cooperar.

“É a primeira vez que o FMI vem ao Brasil e volta sem a necessidade de puxar a orelha de ninguém.” [Stanley Fischer, Presidente FMI de 1994 a 2001]

        O jornalista inglês George Orwell é dono de conhecidas frases; entre elas a frase “A história é escrita pelos vencedores” descreve muito bem os acordos implantados em âmbito mundial após a Primeira e Segunda Guerra Mundial pelos países vencedores.
       

        David Hume, garoto prodígio e filósofo talentoso, foi o responsável pela implantação do Padrão Ouro na Grã Bretanha em 1812, a ideia simples porém eficaz permitia a uma nação emitir dinheiro com garantia que este poderia ser trocado em ouro, facilitando as relações comerciais e assegurando ao cidadão o valor de sua moeda. 

        Em 1871, o padrão se tornou unanimidade entre as nações mais ricas e portanto era uma máxima no comércio mundial. Contudo, a emissão descontrolada de dinheiro pelos governos Europeus para financiar ambas Guerras Mundiais bem como quebrar o ciclo recessivo da depressão de 1929 abalaram as estruturas desta convenção.

        Em 1944, as nações vencedoras da Segunda Guerra assinaram em New Hampshire, EUA, o acordo de Bretton Woods; onde o dólar americano fora definido como moeda de referência para transações internacionais, onde os EUA ofereceram como contrapartida a garantia do Padrão Ouro desta moeda. 

        As reservas em ouro dos EUA seriam monitoradas pelo FMI; e a reconstrução dos países se dariam regidas através de transações comerciais internacionais acordada pelo GATT. Superando as expectativas e minando as desconfianças, este novo acordo, ao contrário daquele firmado pela Liga das Nações após a Primeira Guerra, levaram o mundo há um avanço econômico e bem estar por décadas.

        O sonho americano também se concretizou neste mesmo período de avanço econômico e paz mundial; contudo as crescentes importações e o déficit comercial exigiram do governo Estadunidense uma grande impressão de dólar que começou a exceder o lastro em ouro existente. Com o financiamento da Guerra do Vietnã a situação piorou ainda mais o que levou Richard Nixon, presidente dos EUA a quebrar o acordo de Bretton Woods em 1971, declarando que o dólar não mais poderia ser trocado em ouro.

        Importante entender que o FMI de 1944 é muito diferente do atual; criado para ser um fundo colaborativo ao conceder empréstimos baratos para nações em dificuldade, somente a partir da década de 1970, após o fim do acordo de Bretton Woods passou a atuar como um evangelizador neoliberalista cujo empréstimo e financiamento era atrelado a práticas de políticas econômicas que deveriam ser adotadas. 

        Interessante também entender a riqueza e exuberância desfrutada pelos EUA, eles compraram o mundo durante 30 anos através de uma moeda convertível em ouro que simplesmente virou papel num único rompimento contratual. Estima-se hoje que existam mais de U$22 trilhões em reservas internacionais públicas no mundo, é o maior fundo colaborativo e barato de financiamento existente cujo único beneficiário são os EUA, sempre aptos e ávidos por dar seu próximo calote usando uma canetada.

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