Liberalismo Econômico (1895 – 1988 d.C.)

Queremos manter uma sociedade livre.

“Quanto mais o estado planeja, mas difícil se torna o planejamento do indivíduo.” [Friedrich Hayek]

        Uma nova ordem mundial foi implantada, desgastado pela ineficiência e desonestidade do poder público os empresários e os empreendedores regulados pela população são responsabilizados por garantir o futuro da nação.
       

        Com o nascimento do Socialismo, Enrico Barone em 1908 confirmou a viabilidade de um planejamento central de sucesso; viabilidade esta, refutada por Ludwig Von Mises em 1920. Oskar Lange em 1936 contestou Ludwig ao afirmar que uma economia planificada não só eliminaria desperdícios como mitigaria imperfeições de precificação do mercado, para Oskar um preço histórico poderia ser adotado como referência e ajustado posteriormente de acordo com a oferta e demanda. Seria então objetivo do comitê de planificação reduzir a desigualdade e o pensamento mercadológico de curto prazo objetivando atender metas sociais.

        Friedrich Hayek, em 1970, seguindo a evolução de pensamento de Ludwig reformulou algumas características da Escola Austríaca, com os novos princípios estruturados mostrou a eficiência de um livre mercado quando se comparado a capacidade do Estado em moldar uma sociedade. Em sua obra “Caminho da Servidão” abordou a fatalidade de uma intervenção estatal que geraria novas intervenções até que por fim se chegue a um estado totalitário. 

        Defensor da ideia de que o mercado é muito complexo para ser analisado de forma central, citou como solução a descentralização deste controle por milhares de entidades infiltradas no próprio mercado. Grande parte da aceitação às teorias de Hayek veio de o mesmo assumir que tanto o mercado quanto a capacidade de análise humanas são imperfeitas; o que o levou a estruturar o liberalismo para atender esta sociedade incapaz de chegar ao ótimo. Em sua obra “The Constitution of Liberty”, Hayek afirma que a única intervenção necessária do governo sob a sociedade seria para garantir o livre mercado bem como suas propriedades privadas.

        Keynes foi unanimidade desde a década de 1930, ganhando força extrema no mundo pós 2º Guerra Mundial, onde seu modelo se mostrou eficiente na reconstrução de nações. Contudo na década de 1970, as economias estáveis sofreram um grande impacto com a Crise do Petróleo, colocando os governos e suas contas públicas em grande déficit. Foi deste erro administrativo que o neoliberalismo ganhou força em países de expressão como a Inglaterra de Thatcher e os EUA de Reagan. 

        Na crise econômica de 2008 o neoliberalismo foi novamente convocado à batalha contra o “keynesianismo“, com a vitória do segundo após a participação do estado na injeção de capital e retomada econômica. Segundo o pensamento neoliberal, os Bancos deveriam ir a falência com seus clientes, e mesmo que de forma vagarosa dever-se-ia esperar por uma nova readequação do Mercado. Interessante também perceber o Socialismo ideal de Oskar quando comparado ao real implantado na URSS; ele é tão frágil quanto o neoliberalismo atual que suporta o mercado livre mas convoca o contribuinte sempre que uma reestruturação se faz necessária por conta das inúmeras e contestáveis decisões incorretas do mercado.

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