Política Monetarista

Governos devem se restringir a controlar a oferta de moeda.

“Inflação é tributação sem legislação.” [Milton Friedman]

        Qual o modelo mais simplificado de intervenção de Estado na economia que permita uma boa regulamentação e mantenha a qualidade de vida dos cidadãos de uma nação? Esta pergunta tenta ser respondida por séculos, entre erros e acertos, previsões e revisões, ainda estamos em busca da bala de prata.
       

        Em 1911 o americano Irvin Fisher foi quem citou o aumento dos preços quando existe grande disponibilidade de moeda no mercado; método criticado por Keynes pois o controle de demanda da moeda não refletia em consequências previsíveis e portanto seriam ineficazes. Para Keynes uma boa política fiscal e gastos públicos seriam as ferramentas reguladoras do mercado.

        Milton Friedman em 1963 mostrou como a relação da moeda na economia antecipava o fluxo de produção onde foi até possível concluir que a grande depressão de 1929 teria sido evitada se o volume monetário não houvesse caído a um terço do natural. Ao contestar Keynes também quanto ao gasto público para incentivo de consumo da população, notificou que as intervenções do governo geram rendas transitórias e não permanentes o que não gerava consumo proporcional e desperdiçava o dinheiro público.

        Em sua teoria quantitativa da moeda mostrou que maiores volumes de moeda geram mais gastos que a inflação não consegue acompanhar no curto prazo; e ao longo prazo quando de fato ocorrer aumento dos preços o volume da moeda já estaria se estabilizado. Foi quem primeiro cunhou o termo desemprego natural, onde uma parcela da população (por volta de 6%) sempre estaria em desemprego transitório, sendo que taxas como está não deveriam ser uma preocupação do Estado e portanto, seria ineficiente qualquer intervenção.

       Numa época onde se seguia a premissa da regra Keynesiana de que aumento da inflação diminuía desemprego, que fora derrubada em 1970 pela primeira estagflação (aumento de inflação e desemprego); o que se percebeu foi uma necessidade dos países em se arriscar em uma nova política, o que abriu as portas para a aplicação dos conceitos Monetaristas.

        A receita de Friedman era simples, o Estado deveria manter uma oferta constante de aumento da moeda, já que as perspectivas de aumento do consumo são previsíveis. Apesar de não ter se mostrado como uma ferramenta única devido à complexidade de controlar o volume monetário (dinheiro, crédito, títulos de governo) se tornou uma ferramenta fundamental para o controle da inflação em conjunto com a taxa de juros.

        Milton Friedman trouxe perspectivas realmente distintas a análise de mercado, contudo o que se mais emplacou no gosto popular de suas teorias foi a não intervenção do governo e o livre arbítrio do mercado; que seria capaz de resolver todos os problemas. Como ambas soluções de Keynes e Friedman não foram absolutas e possuem suas certezas e incertezas, o que se percebe hoje é a influência de ambos economistas no controle econômico de quase todas as nações do globo.

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