Economia e Felicidade

A meta é maximizar a felicidade e não a renda.

“Os assuntos econômicos só importam quando fazem as pessoas mais felizes.” [Andrew Oswald]

        Qual deve ser o maior objetivo econômico de um Estado? Gerar riqueza? Desenvolvimento? Segurança? Felicidade? Por séculos, ou porque não dizer milênios, Governos são monitorados quanto a sua capacidade única de gerar riqueza.
       

        O Inglês John Stuart Mill foi a primeira pedra no lago, ao definir que a maior felicidade possível para todos ingleses só seria alcançada através de ações morais lançou o parlamento e o Estado a níveis mais elevados de contribuição política. Buscando estudar o avanço e evolução dos Estados, em 1932 o economista Simon Kuznets criou uma regra de contabilidade nacional que passou a ser adotada por EUA, Alemanha e Grã-Bretanha; esta contabilidade controlava todas as transações geradas na economia e recebeu o nome de PIB. 

        O PIB foi um indicador de ouro para políticos, economistas e jornalistas; um PIB crescente era sinônimo de mais emprego e melhores salários, enquanto o contrário resultava em desemprego e baixa renda. Contudo, o próprio Kuznets alertou quanto a não relação entre PIB e bem-estar; pensamento que foi comprovado por Richard Easterlin em 1974 ao mostrar que aumento de renda eleva o bem-estar até certo patamar, sendo a igualdade entre cidadãos o fator de maior contribuição num momento posterior. 

        Apesar do alerta, a busca e a fé depositada na relação PIB e cidadão feliz foi mantida. Phillip Brickman e Donald Campbell ao explicarem a rápida adaptação do homem ao seu bem-estar mostraram que o aumento de renda pode até não contribuir para uma felicidade constante; contudo notaram que a perda de renda e emprego são fatores essenciais na sensação de infelicidade.

        Atualmente existem diversos indicadores que buscam o equilíbrio social e econômico, estes agora apontam qualidade de vida profissional, vida pessoal, expectativa de vida, níveis de educação e até mesmo integração ecológica e desigualdade de renda. Independente do modelo adotado, é importante observar que aumento do PIB por si só, não pode ser relacionado ao seu bem-estar quando os índices de desigualdade inibem a correta distribuição da renda.

        Dentre os países com os maiores PIB do mundo apenas a Alemanha possui uma distribuição de renda entre os 15 melhores. O Brasil por exemplo, que possui o sétimo maior PIB do globo possui índices de desigualdade próximos ao dos países mais pobres, ou seja, um aumento de PIB no Brasil não significa melhoria de vida a grande parte das pessoas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s