Inflação e Desemprego

Quanto mais as pessoas trabalham, mas altas são suas contas.

“Inflação é quando se paga R$15 por um corte de cabelo que vale R$10 e que custou R$5 quando se tinha cabelos.” [Sam Ewing]

        Talvez os dois índices econômicos mais preocupantes para a sociedade trabalhadora, e portanto, os que mais garantem votos se bem controlados (ou manipulados): inflação e desemprego seguiram rumos opostos durante décadas. Como eles são administrados hoje?
       

        O mundo pós guerras levou a décadas de baixo desemprego; Willian Phillips foi quem, estudando estatísticas da economia Inglesa mostrou a conexão entre desempregoe inflação; a curva de Phillips mostrava que uma inflação alta (porém controlável) garantia avanço dos empregos para sempre, enquanto Keynes em 1936 criou modelos para os desempregos e as recessões que foram aplicados matematicamente por John Hicks.

        Por décadas a macroeconomia era uma máquina simples, não eram necessários debates ideológicos, bastava escolher o ponto na curva de Phillips para identificar a inflação e desemprego da época e governar. Tudo mudou em 1970 com a estagflação, a alta da inflação com desemprego levou a lona a teoria até então existente e Milton Friedman foi quem a explicou; esta curva não considera a expectativa de inflação; enquanto o mercado sabia que intervenções estatais gerariam mais emprego e aumentaria os preços de antemão levava a setores da sociedade a inflacioná-los antecipadamente, gerando um efeito cascata.

        A causa da estagflação foi a crise do Óleo de 1970, o primeiro choque de mercado em uma economia equilibrada, cujo acompanhamento do aumento da produtividade humana não pode acompanhar a escalada do preço de uma commodity internacional. Atualmente, a estagflação também pode ser causada por políticas monetárias incoerentes, bem como mal controle do crédito ou falta ou investimento incorreto do Estado.

        Li um artigo do Henrique Meirelles, sobre quem ganha com a inflação na folha de são Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/henriquemeirelles/2013/05/1281017-quem-ganha-com-a-inflacao.shtml) e achei simplesmente fantástico; ao longo prazo a inflação não traz ganho para nenhum setor da sociedade, mas no curto prazo existem muitos que podem ganhar com ela. 

        Comportamentos que elevam a inflação no Brasil atual podem ser condensados em alguns fatores: especulação com o antevisto aumento de gasto dos governos, medo gerado pela imprensa, excesso de crédito devido a políticas governamentais, uso inconsciente do dinheiro por parte da população e finalmente a ganância de setores que querem seu ganho no curto prazo.

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