Tigres Asiáticos

O estado governa o mercado no leste da Ásia.

“Vamos cultivar quando o tempo estiver limpo e estudar quando estiver chuvoso.” [Park Chung Lee]

        Atualmente, Coréia do Sul, Taiwan e Cingapura são nações bem situadas economicamente e socialmente. O que a história mostra, que pode ter levado os Tigres Asiáticos, regiões exploradas e colonizadas a uma trajetória tão distinta da América Latina? Como a Coréia do Sul partiu de uma renda per capita igual a metade da Brasileira em 1950 para três vezes maior em 2012?
       

        Durante a reorganização mundial pós 2º Guerra, e a bipolarização entre Capitalismo e Socialismo, alguns países do Leste Asiático adotaram um meio termo; apoiando-se em Governantes intervencionistas cresceram rapidamente em duas décadas. Nomeados de Tigres Asiático, alcançaram padrões de vida próximo ao da Europa Ocidental, fato que ficou conhecido como o Milagre do Leste da Ásia.

 
        O Estado Desenvolvimentista, que constituiu na manutenção da iniciativa privada, regida pelo governo em áreas industriais estratégicas movimentando a população do campo para a cidade foi acompanhado de severas taxas de desempenhos de exportação e forte investimento em educação. Contrariando o modelo de livre mercado, sem apelar ao controle total estatal suportou-se o crescimento da siderúrgica, petroquímica e eletrônica; acompanhadas de obras de infraestrutura que facilitassem a exportação e transformasse a região em um centro logístico.
 
        Enquanto a América Latina optou por apoiar grupos particulares em troca de favores políticos, a base de suporte para o crescimento na Ásia foi dado por incentivos fiscais crescentes ou decrescentes atrelados a metas rígidas que empresas deveriam cumprir para trazer valor ao país, estas metas se não cumpridas permitiam ao Estado a retirada total de apoio ao empresário deslocando os benefícios. Apesar de adotado também com sucesso posterior pela China, a crise de 1997 e a estagnação do crescimento no Leste da Ásia trouxe à tona críticas a um Estado Desenvolvimentista, que fez sua parte no passado mas que precisava ser revisado.
 
        As histórias dos Tigres Asiáticos nos mostram três coisas. A primeira é que não devemos invejar ou copiar modelos econômicos de países desenvolvidos que tiveram uma história e trajetória distinta das nossas, portanto não adianta copiarmos um modelo Norte Americano ou Europeu de avanço econômico, já que estamos em um ponto de partida diferente.
 
        Segundo, que milagres econômicos são bons, mas não são eternos, e que a cautela e vigilância deve ser constante pelos governantes que gerem países em desenvolvimento. Por fim, a lição de que uma boa educação somado ao surgimento de cidadãos mais conscientes trazem a certeza de trabalhadores mais produtivos, o que permite uma nação se posicionar em setores estratégicos do mercado que não sejam tão voláteis como os preços de commodities; que são essenciais para qualquer nação mas não trazem valor em exportação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s