Wilhelm Wundt (1822 – 1911)

A vida mental começa com o início da vida.

“O objetivo primordial da psicologia experimental é fazer uma descrição exata da consciência.” [Wundt]

“Rudimentos de funções mentais diferenciadas pode ser encontradas até mesmo entre os protozoários.” [Wundt]

        Nascido em Baden, na Alemanha; foi o quarto filho de uma família famosa por suas conquistas intelectuais. Formou-se em medicina e ministrou o primeiro curso de psicologia experimental, foi também, fundador do primeiro laboratório de psicologia.
       

        Aristóteles já havia suposto a existência de três tipos de mentes; a mente vegetal se limitava a nutrição e crescimento, a animal também permita experimentar sensações e provocar movimento enquanto a humana adicionalmente permitia o raciocínio e a consciência.

        Descartes julgou os animais apenas como máquinas que reagem aos reflexos; contudo Darwin mostrou a herança genética comum entre homens e animais levando a existência da consciência em ambas as espécies. Wundt defendeu a existência da atividade mental desde o início da vida, presente até nos organismos unicelulares mais simples.

        Wundt creditou à psicologia o estudo exato da consciência através de experimentos científicos; ao mostrar por exemplo a foto de alguém a um paciente, estuda-se a percepção externa da consciência se um sentimento bom ou mau floresce, estuda-se a percepção interna; quando existe uma relação entre eventos internos e externos observa-se o que Wundt denominou de apercepção

        Para o autor, a consciência era dividida em três categorias; a representação consistia na percepção externa e interna; a vontade seriam nossos impulsos de intervir no mundo externo e o sentimento como expressamos nossos comportamentos. Wundt também se interessou pela psicologia cultural que pode nos influenciar, elas estavam presentes na linguagem, mitos, religião, histórias, leis, etc. 

        Preferiu se dedicar a linguagem, ao notar a capacidade humana em manter o significado do que uma pessoa disse mesmo esquecendo as palavras previamente ditas; em sua opinião tal capacidade reforçava a percepção do Homem como portador de um sistema de linguagem avançado. As discussões sobre a consciência ainda não foram finalizadas e a psicologia continua com a árdua tarefa de entender o funcionamento do consciente humano. 

        Em 2001 o zoólogo Donald Griffin argumentou que animais possuem noções de futuro e memória e, apesar de não comprovada a consciência, hoje existem diversas nações que restringem as pesquisas com animais enquanto outros ainda permitem a prática de esportes violentos.

        A missão atribuída por Wundt à Psicologia é desafiadora; num mundo onde as pesquisas com animais são barradas por protestes – muitos válido no meu ponto de vista – realizar experimentos científicos e “dissecar” a mente humana sem “violentar”o paciente vai exigir dos profissionais extrema sensibilidade e astúcia. O bem mais precioso de um Homem é seu corpo e sua mente, sempre será difícil portanto, encontrar pessoas dispostas a sacrificar sua liberdade para um bem maior comum.

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