William James (1822 – 1911)

Sabemos o significado de “consciência” contanto que ninguém nos peça para defini-la.

“A consciência não apresenta a si mesmo aos pedaços… A consciência não é feita de remendos, ela flui.” [William James]

“Existe apenas uma verdade certa e indefectível: a de que o presente fenômeno do consciente existe.” [William James]

        Nasceu em uma rica família no ano de 1842 nos EUA. Devido aos dons artísticos mostrados quando criança tornou-se pintor; contudo o interesse pela ciência o levou a graduação na escola de medicina em Harvard interrompido por um mal estar físico e depressão que foi posteriormente retomada e concluída; tornou-se posteriormente professor de psicologia experimental.
       

        Descartes havia definido a consciência como a capacidade de pensar, enquanto John Locke como a percepção do indivíduo daquilo que está em sua mente. Immanuel Kant notou que eventos simultâneos são sentidos como unidades única de consciência.

        William James comparou a consciência a um rio que flui continuamente e portanto, não era algo em específico mas um processo de controle do sistema nervoso cujo objetivo era a sobrevivência. Este fluxo de pensamento era definido pelo seu próprio curso e não poderia ser quebrado em ideias únicas e independentes, apenas o todo determinava o percurso da mente, sendo este todo entendido através das percepções como pulsosnum intervalo de tempo.
 

        James também percebeu que a mente pode encontrar pontos de repouso, ou partes substantivas, contudo as partes transitivas eram mais intensas o que mantinha o fluxo da mente que era distinto e independente em cada corpo além de formador do Eu. Ao estudar a consciência, portanto, deveríamos observar este Eu que infelizmente não se presta a experimentos e que leva o psicólogo a focar no entendimento do Eu Empírico, Eu Material, Eu Espiritual e Eu Social, todos passíveis de estudo através da introspecção.
 
        O autor também inverteu a crença emocionalde sua época, ao propor que os sentimentos são um resultado da consciência sobre o estado fisiológico do corpo. Por exemplo, ao tomarmos consciência de que estamos sorrindo é que passamos a sentirmo-nos felizes, e não o contrário onde começamos a sorrir porque estamos felizes. 
 
        Os estudos de James influenciaram a psicologia por décadas, e sua metodologia de experimentos e entendimento da mente numa abordagem por partes ajudaram no avanço do behaviorismo, que buscou entender a memória, atenção, imaginação, etc. Posteriormente o entendimento da consciência foi retomado, e hoje conta com o apoio da neurologia para observar o funcionamento do cérebro.
 
        Os computadores foram modelados seguindo a concepção de James: um fluxo contínuo de instruções, regidas por pulsos, sendo cada instrução uma pequena parcela do todo e que ditam continuidade deste fluxo. Se aceitarmos que a nossa formação e entendimento do mundo é um conjunto de percepções desde o dia em que nascemos, todas fluindo constantemente, é fácil perceber a infinidade de possibilidades na formação de um Eu único e inconfundível. 
 
        Também interessante é entender a consciência como uma capacidade humana de controlar o fluxo de pensamentos objetivando a sobrevivência; pois permite-nos entender que todos os animais também possam ter um fluxo de pensamento, faltando-lhes apenas a capacidade de controle deste fluxo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s