G. Stanley Hall (1844 – 1924)

A adolescência é um novo nascimento.

“A adolescência é a fase em que os piores e os melhores impulsos da alma humana lutam entre si para ganhar terreno.” [Hall]

“Crianças normais costumam passar por estágios de crueldade, paixão, preguiça, mentira e roubo.” [Hall]

Nascido nos EUA, estudou teologia por influência de sua mãe. Trabalhou com William James e Whihelm Wundt e tornou-se professor da Universidade John Hopkins além de ter lançado a revista American Journal of Psychology.
       

        A palavra adolescência significa brotar, e apesar de nem sempre conotar uma fase da vida, é hoje utilizada para descrever indivíduos que não estão na infância e tampouco atingiram a maturidade de um adulto. Freud em sua obra Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade caracterizou o adolescente como na fase genital, ou na necessidade de se reproduzir, além caracterizá-lo como na última etapa para resolução de conflito sexual.

        Hall, influenciado por Darwin acreditou que a evolução do homem se desenvolvia principalmente na infância, e aproveitando o movimento artístico de liberdade de expressão Tempestade e Ímpetodefiniu a adolescência como um estágio de agitação emocional e sentimentos aguçados no qual ocorria uma variação entre o mau e o bom comportamento. Foi identificado nesta fase a propensão a depressão, causada principalmente por rejeição, falhas de caráter, fantasias amorosas inatingíveis; além de uma autoconsciência e auto crítica aguçada que consequentemente levava a crítica e julgamento no comportamento de todos.

        Hall também mostrou uma inclinação para envolvimento com crime nesta etapa da vida, onde a idade mais comum era aos 18 anos, percepção que se mostrou verdade anos mais tardes através de pesquisas científicas. Apesar de todas as dificuldades, lembrava sempre da adolescência como um ponto de novo nascimento onde os traços humanos mais elevados se desenvolvem e é muitas vezes o começo de uma vida melhor. Erik Erikson também definiu a adolescência como um período de crise de identidade.

        A antropóloga Margaret Mead, em 1928, percebeu em seus estudos que a adolescência era um conceito social e inexistia em algumas sociedades não ocidentais; fato que foi contestado por Derek Freeman no início dos anos 80.

        Impressionante a consciência científica sobre a formação da criminalidade em 1906 e ainda hoje existir países como o Brasil e EUA, que mais de 100 anos depois, ainda preferem um sistema focado em penalizar adultos em detrimento de orientar adolescentes. 

        Também surpreendente, é a reação social para com adolescentes grávidas e pais precoces por adultos que insistem em não entender o desejo e curiosidade sexual desta fase, que leva a grande maioria a optar pela abordagem da repreensão, bem como a “normalidade” atribuída ao relacionamento conturbado entre pais e adolescentes, sempre repleto de conflitos, desentendimentos e provocações. 

        Acredito que não deva ser fácil aturar a rebeldia e indignação de um protótipo de pessoa que pouco ajuda e muito reclama; contudo a psicologia mostra que o melhor a se fazer é auxiliar os adolescentes através do uso da autoconsciência e crítica aguçada típica desta fase, promovendo a reflexão que auxilie-os a se encontrar e formar um adulto de sucesso.

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