George Armitage Miller (1920 – )

O número mágico sete mais ou menos dois.

“O processo de memorização pode consistir simplesmente na formação de blocos… até que haja um número suficiente para que possamos recordar todos os itens.” [Miller]

“O tipo de recodificação linguística que as pessoas parece-me ser a força vital dos processos de pensamento.” [Miller]

        Nascido nos EUA, doutorou-se em psicologia e viu-se em atividades de pesquisas militares devido a Segunda Guerra Mundial. Fundou o Centro de Estudos Cognitivos de Harvard e lecionou em Princeton; foi condecorado com a Medalha da Ciência Nacional.
       

        Em sua obra Memória: Uma contribuição a psicologia experimental, Ebbinghaus iniciou o entendimento do processamento de informação pelo Homem. Miller estudou processos mentais como memóriae atençãoem tempos onde a inteligência artificialse misturava a psicologia e vice-versa concentrando seus estudos na psicolinguísticae na teoria da informação

        Inspirado por Claude Shannon, matemática que criou o modelo de transmissão eletrônico, comparou o modelo de troca de dados aos modelos dos processos mentais estabelecendo os principais fundamentos para a psicologia cognitiva moderna.

        Ao inferir que o indivíduo possui canais de comunicação limitados realizou testes de julgamento absoluto e capacidade de atenção, no primeiro os entrevistados julgaram notas musicais enquanto no segundo observavam pontos coloridos em um quadro; o resultado mostrou que a capacidade de acerto aumentava quando existiam 7 mais ou menos 2 itens. 

        Ao notar que ambos notas e cores eram atributos unidimensionais repetiu os testes itens com mais atributos, como duração e volume, contudo a capacidade de acerto continuou semelhante, o que veio de encontro com estudos anteriores onde autores renomados haviam encontrado no número 7 a capacidade da memória de curto prazo.

        Miller afirmou que a mente organiza informações mais complexas em blocos para que possamos superar nossos limites de julgamento absoluto ou memória de curto prazo; estes não seriam formados arbitrariamente e sim por grupos facilmente codificados. Esta capacidade de formação de blocos está relacionada a habilidades ou capacidade do indivíduo de criar padrões e é o que garante o poder de manusear grande quantidade de informações. 

        Seus trabalhos foram confirmados em estudos posteriores, contudo, os números para a capacidade de informação manuseada foram um pouco menores. A relevância e aceitação de suas pesquisas influenciou processos de ensinos e métodos de organização de trabalhos em diversos setores.

        Seríamos capazes de gravar o número 08007260505? E o número 0800 726 0505? Se a segunda opção pareceu-lhe mais simples não esqueça de classificar a informação sendo transmitida, pois esta facilidade se aplica tanto na comunicação quanto no relacionamento, seja no trabalho ou na vida pessoal. 

        Parece ser inato do Ser Humano a tendência em classificar e organizar o conhecimento. Os documentos são divido em tópicos, o trabalho em etapas, os animais em raça, os eletrônicos em modelos. É mais fácil lembrar aquele sujeito que está no grupo dos chatos ou até mesmo aquela padaria no grupo de doces gostosos. 

        O segredo da comunicação está na identificação dos padrões de organização e habilidades de percepção do ouvinte. Classifique estas informações contextualizando-as apropriadamente antes de repassá-la e o resultado há de ser um belo preto no branco.

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