Gordon H. Bower (1932 – )

Eventos e emoções são armazenados juntos na memória.

“Pessoas que se sentem felizes em suas primeiras experiências aprendem melhor os eventos felizes; as pessoas zangadas aprendem melhor os eventos que provocam raivas.” [Bower]

“A diferença entre pessoas passivas, agressivas e assertivas mostram como problemas seriam resolvidos por um script que tipifica seu estilo.” [Bower]

        Nascido nos EUA, doutorou-se em psicologia em 1959, lecionou em Stanford até se aposentar em 2005. Recebeu a Medalha Nacional da Ciência por sua contribuição à psicologia e a matemática.
       

        Em 1970, a psicologia estava preocupada em descobrir porque algumas memórias são mais bem armazenadas e recuperadas que outras. Bower desconfiou que a emoção possuía influência na memória e em seus experimentos percebeu que pessoas em estado de humor distintos possuem capacidades de memorização também distintas.

        Notou que a memória episódica, aquela que armazena eventos é a mais influenciável e suscetível às emoções; quando informações são armazenadas em conjunto com emoções na memória se torna mais fácil resgatar estas quando se está num mesmo estado de humor. 

        Pessoas felizes tendem a armazenar informações positivas enquanto as pessoas infelizes tendem a armazenar informações negativas o que resulta em maior resgate de informações positivas por pessoas felizes e maior resgate de informações negativas para pessoas infelizes ou em depressão. 

        As pesquisas de Bower influenciaram diversos experimentos psicológicos que passaram a considerar o estado de humor do indivíduo em suas sistemáticas além de ter estimulado a comunidade psicológica ao aprofundar os estudos na importância e influência das emoções sobre a vida.

        Não são poucos os experimentos psicológicos e científicos dotados de sistemática, escopo de estudo, evidências e conclusão que apontam para uma maior produtividade, eficiência e capacidade intelectual do Homemdurante a execução de suas atividades quando emergidos em um ambiente criativo e agradável. Não obstante ainda é comum perceber que o ensino e o trabalho são enquadrados na monotonia, onde a concentração e a ordem são mais importantes que um adequado estado de espírito. 

        Talvez seja fácil entender porque um artista, seja um ator ou um pintor, consegue se remontar e renascer à cada atividade enquanto um trabalhador convencional ou um aluno se mostra totalmente em dificuldade e perdido ao ser convocado em apresentar soluções para problemas inéditos, mesmos que estes sejam extremamente simples. O desconforto gerado para se encontrar a solução para problemas inéditos pode ser um fator limitante para a criatividade no trabalho. 

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