Lawrence Kohlberg (1927 – 1987)

A moral se desenvolve em seis estágios.

“Pode-se dizer que o pensamento moral gera parcialmente suas próprias referências conforme evolui.” [Kohlberg]

“A moral se desenvolve em seis estágios.” [Kohlberg]

        Nascido nos EUA, serviu a marinha onde ajudou no transporte de refugiados judeus à Palestina. Doutorou-se na Universidade de Chicago, tendo lecionado em Yale e Harvard. Cometeu suicídio após contrair uma infecção que o levou a dor e depressão crônica por 16 anos consecutivos.
       

        Kohlbergdefiniu a moral como um processo de desenvolvimento que é formado na infância e adolescência e pode sofrer alterações na vida adulta. Realizou pesquisas com adolescentes que eram submetidos a questionários morais onde nenhuma resposta era socialmente aceitável; o acompanhamento durou cerca de 20 anos levando-o a conclusão que o desenvolvimento moral ocorre em três níveis: pré-convencional, convencionale o pós-convencional.

        O nível pré-convencional, formado na infância, caracteriza-se num primeiro estágio por uma moral absoluta definida pelo modelo da obediência e punição, posteriormente atinge-se um estágio de individualismo onde a mesma é regida pelas consequências num modelo de recompensas determinando o que é certo ou errado. 

        No nível convencional, formado da adolescência até a vida adulta, surge como primeiro estágio o papel de “bom moço” onde concentramos esforços em nos ajudar e agradar os outros, seguido de um estágio de defensor da ordem onde predominantemente buscamos proteger os pilares da sociedade. 

        Por fim, no nível pós-convencional, atinge-se um estado que vai além da conformidade onde acredita-se que direitos individuais devam sobrepor leis destrutivas e restritivas cujo último estágio é aquele onde se levanta a bandeira de princípios étnicos universais onde existe um engajamento na defesa do direito de todos. 

        Segundo o autor apenas 10% da população atinge o último estágio e em muitas vezes recorrem a desobediência civil em busca de uma justiça maior. Suas ideias foram consideradas radicais, principalmente por afirmar a incapacidade dos pais em impor à moralidade aos filhos. Argumentou que o código moral desenvolvido na infância é formado pela interação da criança no relacionamento com outros, e não das mensagens ou ensinamentos recebidos.

        Partindo do pressuposto, em que o cérebro se desenvolve com o passar dos anos e o mesmo vale para o conhecimento, as emoções e as sensações; existiria algum motivo para não acreditar que moral também pode passar por um processo de desenvolvimento durante a vida? Se o objetivo maior da moral é definir regras a serem seguidas diante de comportamentos e fatos, como poderiam permanecer inalteradas enquanto nossa percepção do mundo é modificada? 

        Somos formados por uma moral imposta na forma de leis, uma moral convencionada nos padrões sociais e uma moral subjetiva de cunho próprio. Esta última é a que mais sofre mutações e adequações e é a que nos permite encarar a vida de um modo próprio.

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