Melvin Lerner (1929 – )

Acreditamos que as pessoas recebem o que merecem.

“As pessoas precisam acreditar que vivem em um mundo justo.” [Lerner]

“Acreditamos que as pessoas recebem o que merecem.” [Lerner]

        Nascido nos EUA, foi pioneiro no estudo psicológico da justiça. Graduou-se e doutorou-se em psicologia e lecionou em universidades nos EUA e Canadá. Foi editor da Social Justice Research e recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award da Sociedade Internacional de Pesquisa da Justiça.
       

        Para Lerner, o fato de vivermos em um mundo caótico e aleatório traz uma visão angustiante e perturbadora. A resposta social para viver harmoniosamente a tal fato é a hipótese do mundo justo, que é a tendência em acreditar que as pessoas recebem o que merecem trazendo uma falsa sensação de controle da vida; é o pensamento se eu for bom coisas boas acontecerão, e seu for ruim coisas ruins ocorrerão. 

        Segundo o autor, esta crença tem impacto importante em traços de caráter além de formar crianças através de uma sistemática de justiça e recompensa que só existe no ambiente familiar, contudo é inválida no mundo real. Esta crença no mundo justo, permite ao indivíduo ajustar os fatos às situações e pode ser especialmente prejudicial quando aplicados às vítimas de crimes e abusos, ou às pessoas que sofrem de mazelas sociais.

        Os trabalhos de Lerner abriram um novo campo denominado justiça social além de ter atraído estudos científicos sobre o impacto da crença em um mundo justo no conforto cotidiano das pessoas.

        Inicialmente a teoria de Lerner remete ao pensamento religioso, pois é onde se enxerga com maior facilidade a passividade em relação à vida ou então sobre a impotência do indivíduo quando confrontado com uma força maior. Contudo sua teoria também se mostra adequada ao modo como o indivíduo enxerga a si próprio; no fundo as pessoas se julgam como possuindo bom caráter e virtuosas e incluem a si mesmo como portador de uma vida imperfeita porém gratificante e consequente de seu bom caráter.

        Infelizmente as pessoas de má índole não acreditam na hipótese do mundo justo e portanto podem exercer suas maldades sem sofrer os impactos psicológicos do bem e do mal. No entanto, o ponto de maior relevância nesta discussão entre o bem e o mal, o certo e o errado está no cunho emocional com qual os fatos são analisados, o que leva a distorções e conclusões tendenciosas que apenas refletem exatamente naquilo que o indivíduo já acredita; o que impossibilita uma análise mais plena do problema, perpetuando a sua existência.

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