Mihály Csíkszentimihályi (1934 – )

Extasia-se é entrar em uma realidade alternativa.

“A vida alegre é uma criação individual que não pode ser copiada de uma receita.” [Mihály]

“É como as pessoas reagem ao estresse o que determina se eles vão lucrar ou ser miseráveis diante da desgraça.” [Mihály]

        Nascido na Itália e de família húngara, exilou-se em Roma quando a Hungria foi tomada pelos Comunistas. Uma palestra de Carl Jung na Suíça o estimulou a estudar psicologia, graduou-se e doutorou-se nos EUA, onde lecionou e aprimorou suas ideias.
       

        A psicologia humanista, que mirava a constituição de uma vida feliz e plena foi quem impulsionou a psicologia positivista, que buscou fornecer meios sistemáticos para o homem encontrar a felicidade. Mihály iniciou suas pesquisas em 1970 publicando em 1990 A Descoberta do Fluxo onde apresentou suas ideias coletadas em entrevistas com pessoas que pareciam tirar grande proveito da vida, fosse em seus momentos de lazer ou em sua vida profissional.

        Tendo incluído em seus estudos vários tipos de profissionais como empresários, esportistas, médicos e não apenas artistas ou músicos, notou que todos relatavam uma imersão na atividade que gostavam e desempenhavam com excelência. Com objetivos bem definidos que permitiam construir a solução com feedback constante e imediato de desempenho é possível experimentar uma sensação de fluxo capaz de levar a um estado de êxtase fora da realidade cotidiana e alheio aos problemas e obrigações comuns. 

        O alcance deste fluxo ocorreria quando o indivíduo recebia atividades compatíveis com suas aptidões, exequíveis e que permitia uma ampliação gradual de sua capacidade. Sendo extremamente importante encontrar o equilíbrio entre habilidade e dificuldade, caso contrário, percebia-se uma angústia por não avançar na tarefa ou o tédio por resolvê-las facilmente.

        Seus conceitos foram incorporados por outros psicólogos positivistas que buscaram sistemáticas para equalizar as atividades do trabalho para tornar a vida profissional mais gratificante e significativa, e que refletiriam portanto, em uma vida pessoal mais feliz e plena. 

        A primeira vista, quando li sobre o trabalho de Mihály fui tomado por um sentimento incontrolável de indignação – como assim, o prazer na vida está em receber trabalhos desafiadores mas nem tanto? Nem os trabalhos mais desafiadores do mundo deveriam ser os responsáveis por tal Nirvana. Um estado de êxtase parece ter mais utilidade em fazer o tempo passar rapidamente e desapercebidamente confortando-nos em um sentimento próprio de capacidade e auto superação. A vida deveria ser mais que uma dose infinita de morfina que deve ser aplicada durante o trabalho. 

        Contudo depois de uma certa reflexão entendi o propósito de suas pesquisas. Se o trabalho é parte “essencial” da vida, e algumas pessoas possuem a oportunidade de conseguir no trabalho um estado de espírito diferente do de angústia e estresse, porque não construir sistemática em alcançar este êxtase? Difícil será prover a sensibilidade e a formação de líderes que devem encontrar o equilíbrio de cada colaborador, cuja habilidade é atualizada constantemente e cujo humor é alterado constantemente.

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