Paul Ekman (1934 – )

Emoções são um trem desgovernado.

“Você nunca foi ensinado a falar com seu rosto assim como faz com as palavras.” [Ekman]

“Pessoas não são capazes de perceber a mentira simplesmente porque elas querem a verdade.” [Ekman]

        Nascido nos EUA, ingressou na universidade aos 15 anos. Doutorou-se em psicologia, frequentou o exército e trabalhou como pesquisador em comportamentos não verbais e expressões faciais. Tornou-se professor em 1972 onde lecionou até se aposentar em 2004.
       

        As emoções e os distúrbios emocionais sempre foram abordados pela psicologia através do confronto e o tratamento. Paul Ekman foi o primeiro a investigar o processo emocional com o objetivo de entendê-lo e não de tratá-lo. Iniciou sua pesquisa em 1970 quando viajou por diversos países e conheceu várias culturas e percebeu que a capacidade de interpretar expressões faciais é universal e permeia toda a espécie humana.

        Definiu seis emoções básicas a todos e de fundamental importância para a constituição psicológica do Homem – a raiva, a repulsa, o medo, a alegria, a tristeza e a surpresa. Tais emoções provocariam expressões faciais involuntárias que podem até ocorrer antes mesmo do consciente ser capaz de compreendê-las. 

        Deduziu então que não só o rosto mostra as expressões, mas que elas são de uma intensidade maior e dizem muito mais que estudos anteriores deduziram. Em sua bora A Linguagem das Emoções afirmou que estas são mais fortes que as pulsões de sexo, fome e vontade de viver levantadas por Freud. Afirmou que o medo e a vergonha podem sobrepor a libido sexual assim como a tristeza poderia superar a vontade de viver, esta força que viria como um trem desgovernado se entendida corretamente, poderia ajudar as pessoas não a controlar suas emoções mas os comportamentos despertados e provocados por ela.

        Paralelamente aos seus trabalhos criou métodos para disfarçar e ocultar sentimentos, além de uma sistemática para identificar microexpressões faciais que permitiriam detectar pessoas mentindo conscientemente. Suas teorias são hoje utilizadas na segurança pública e no combate ao crime além de ser uma ferramenta aplicada em entrevistas por investigadores.

        Quem nunca observou alguém atentamente, na ingênua esperança de detectar alguma incoerência ou sinal de mentira? Infelizmente este não é o modelo mais assertivo, o efeito surpresa, aquele que mostra a primeira impressão, que retira do inconsciente a primeira expressão é realmente o mais revelador.

        O controle das emoções e portanto de nossas expressões não podem ocorrer de improviso, até mesmo as emoções mais ingênuas e banais só poderão ser corretamente controladas se antevistas e treinadas à exaustão. O caminho para conter ações emotivas indesejadas ou exalar de forma mais adequada as desejadas só podem ser aprimoradas através da prática consciente diária. Alterando o comportamento que se modifica a reação.

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