Simon Baron-Cohen (1958 – )

O autismo é uma versão extrema do cérebro masculino.

“Uma pessoa que possuísse a versão extrema do cérebro feminina seria incapaz de compreender sistemas.” [Cohen]

        Nascido na Inglaterra, doutorou-se em psicologia, tornou-se pesquisador de psicopatologia em Cambridge onde leciona e dirige o Centro de Pesquisa sobre Autismo. Ganhou diversos prêmios e dedica sua vida profissional à pesquisa e entendimento do autismo.

        O autismo é um distúrbio que afeta as habilidades sociais e comunicativas no cérebro, levando a criança a parecer estranha por não se comunicar ou mostrar interesse em outras pessoas.  Em 2003, Cohen desenvolveu sua teoria da empatia-sistematizaçãoonde considerou o cérebro “feminino”e “masculino” e notou que as mulheres possuíam facilidade para a empatia enquanto o homem na compreensão de sistemas. 

        A mulher seria portanto mais solidária e sensível às expressões enquanto os homens buscam entender de forma mais ampla o funcionamento das máquinas. Suas pesquisas mostraram que 17% das mulheres possuem um cérebro sistematizado enquanto 17% dos homens possuem um cérebro empático, sendo possível encontrar mentes equilibradas em ambos os sexos. 

        Ao observar autistas notou uma grande inabilidade para interpretação de emoções ou estado de espirito alheio, enquanto existia grande curiosidade e interesse detalhado no entendimento de alguns sistemas. Somado a esta observação, notou que o autismo é uma doença majoritariamente masculina, onde concluiu que se trata de uma patologia em que existe uma versão extremamente masculina do cérebro na criança.

        O autismo é hoje um dos distúrbios mais graves de psiquiatria infantil e as pesquisas de Cohen têm exercido grande contribuição para o tema e elevado a qualidade dos tratamentos. Apesar dos autistas levarem sua patologia para a vida adulta é possível ter uma vida saudável e próxima a do normal se tratada prematuramente, o que inclui carreira profissional e relacionamentos.

        Um ponto importante sobre o autismo é a evolução de seu diagnóstico, inicialmente, em 1943 acreditava-se ser uma doença resultante de uma criação fria e distante dos pais. Um ano depois era tratada como uma forma de inteligência extrema do cérebro humano e atualmente uma forma de “masculinização” do cérebro. Quantos pais não devem ter se perguntado: “o que fiz de errado?” sem ter a menor influência alguma na patologia do filho. 

        Interesso-me também pela diferença dos gêneros no trabalho, porque ainda existem debates quanto ao preconceito e conquista de direito para exercer profissões ditas masculinas num mundo onde é conhecido as facilidades e aptidões tanto dos homens quanto das mulheres? 

        Claro que não deve ser visto como normal um ambiente onde uma mulher exerça um mesmo papel e receba menos que o homem. As mulheres são em sua maioria mais inclinadas ao zelo e empatia, algo essencial para exercer posições de coordenação pois exige atuação como facilitadora no papel de produção e operacionalização do grupo; e o que percebemos hoje é justamente o contrário, homens liderando mulheres em trabalhos sistematizados.

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