Ayn Rand (1905 – 1982)

Não há nada que tire a liberdade de um homem, a não ser outros homens.

“O homem – todo homem – é um fim em si mesmo, não o meio para fins de outros.” [Ayn Rand]

        O fasciscmo e o socialismo levaram muitos a questionar o perigo em se ter um estado forte e com grande envolvimento na vida dos indivíduos, Ayn Rand via nesta participação do Estado uma infração à liberdade, além de agente que minimiza o uso da razão e corrompe a capacidade do indivíduo de se tornar produtivo.

       Defensora de um individualismo ético, acreditava que deveríamos ser livres para perseguir nossos próprios interesses desde que se atentasse aos preceitos morais. Sua filosofia ficou conhecida como objetivismo, e englobava política, economia, arte e até o relacionamento entre seres humanos; sua doutrina era baseada na racionalidade do indivíduo e apontou o capitalismo livre como o único sistema capaz de suportar a natureza humana.

        Influenciado pela mitologia grega que tinha em Atlas a responsabilidade de carregar todo o céu em suas costas, publicou sua obra A Revolta de Atlas onde o empreendedor produtivo e criativo sustentaria toda uma nação de pessoas improdutivas e corrupta. 

        Expos suas ideias, ao contar a história de um EUA decadente pela corrupção de empresários e grande intervenção estatal onde a nação ainda se sustentava pelo trabalho e criatividade de empreendedores que cooperavam entre si, contudo estes começaram a ser perseguidos e foram aos poucos desaparecendo e colocando a existência de toda a sociedade em xeque.

        As ideias de Ayn Rand são utilizadas por liberais econômicos para justificar um encolhimento do Estado, e é hoje considerado o segundo livre mais influente nos EUA, ficando atrás apenas da Bíblia. Seus críticos sustentam que numa sociedade sem mecanismos de amparo para os mais fracos e desafortunados, o empreendedorismo não teria a mesma capacidade de florescimento.

        As ideias de Ayn Rand vêm de encontro com as proposições de Benjamin Franklin séculos atrás; o fato da Revolta de Atlasser um livro de tão grande influência apenas fortalece a cultura empreendedora e da superação individual existente nos EUA. Contudo não podemos nos iludir com a improvável existência de duas potências no mundo, e nos enganar que ao adotar as mesmas políticas que os norte-americanos estaremos mais próximo dos resultados positivos por eles alcançado. 

        Particularmente, vejo grande valor no empreendedor, contudo não pode-se atribuir a este todos os louros já que um trabalhador esforçado também é peça fundamental e se faz necessário na construção de bens e serviços. Vejo também que a ideologia do heroísmo empreendedor é tão ingênua quanto acreditar no heroísmo político, afinal de contas um governante sábio, ético e inteligente também poderia trazer a prosperidade para uma nação e seria legalmente comprometido por tal resultado. 

        A teoria é diferente da prática, o que me leva a ter mais apreço pelas doutrinas que vislumbram a ganância humana e limita não o poder de criação e inventividade mas o de causar danos a maioria em detrimento do benefício próprio. De qualquer maneira, as perspectivas da autora são tentadoras, e podem ser apreciadas no filme A Revolta de Atlas que assim como o livro foi concebido em três partes.

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