Benjamin Franklin (1706 – 1790)

Empreendedores individuais são bons cidadãos.

“Não perca tempo. Esteja sempre envolvido com algo útil. Descarte as ações desnecessárias.“ [Benjamin Franklin]

“Qualquer idiota pode criticar, condenar e reclamar; e a mior parte deles o farão [Benjamin Franklin]

Os anos anteriores e posteriores à independência Norte Americana foram de grande revolução intelectual e política, o Iluminismo Americano foi marcado pela forte influência de pensadores como Locke, Bunke, Rousseau, Voltaire e Montesquieu. Definiu-se portanto, um modelo político com princípios liberais e republicanos, os quais se opunham a uma formulação centralizada e que garantia privilégios aristocráticos.

Um dos mais influentes indivíduos deste novo modelo, Benjamin Franklin vislumbrou nos empreendedores individuais a virtude a ser alcançada pelos bons cidadãos; muitos consideram este um dos mais influentes fatores que fizeram surgir o espirito capitalista e empreendedor no país. Enquanto os princípios liberais garantiam os direitos individuais, os princípios republicanos enfatizariam os deveres do indivíduo como cidadão para a comunidade.

Foi justamente neste ponto que o Benjamin Franklin se diferenciou do conceito republicano de Maquiavel, onde a virtude e busca de sucesso deveria ser resgata pelo soberano, para o norte americano a virtude deveria ser buscada individualmente por cada cidadão através do trabalho e de sua produtividade.

Benjamin Franklin argumentou explicitamente que valorizar uma aristocracia não fazia sentido, pois se tratava de uma classe improdutiva e conservadora. Portanto, uma nação deveria valorizar os mercadores e cientistas como força motora da sociedade, deixando clara para estes a sua importância como cidadão, suas responsabilidades e capacidade de empreendedorismo individual.

O empreendedorismo norte americano hoje é bastante associado ao sistema capitalista, onde a escola austríaca o colocou como crucial no processo de destruição criativa. Contudo as ideias do Benjamin Franklin diferem muito da concepção de empresários que se percebe hoje, pois a virtude apregoada pelo seu empreendedorismo estava no prover um bem comum de utilidade para a sociedade e não o simples acúmulo de bens e riquezas.

Os EUA são hoje uma grande nação, e é uma referência de expectativa para muitos brasileiros e outros cidadãos de países menos desenvolvidos; muitos no entanto não têm conhecimento que os próprios norte-americanos percebem a diferença entre os EUA de hoje e aquele inovador de Benjamin Franklin que rompeu com todos os modelos políticos mundiais existentes.

Ao se permitir sair da “mesmice” e apostar no novo enquanto o mais natural seria adotar um sistema político copiando a monarquia britânica, o mais potente da época, os EUA optaram por afastar a existência de uma aristocracia e o poder absolutista de um Rei. Talvez poucos saibam os detalhes das manobras e estratégias utilizadas para conseguir tal façanha política, contudo a receita para prosperidade de uma nação já foi mostrada há séculos. Para o Brasil ainda faltam a educação e a formação de líderes que busquem como objetivo a conquista comum em detrimento do simples status individual.

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