Jeremy Bentham (1748 – 1832)

Governar não passa de uma opção entre os malres.

“A medida do certo e do errado é o maior bem para o maior número de pessoas.“ [Jeremy Bentham]

“O bom é o prazer ou a ausência de dor… o mal é a dor ou a ausência de prazer.” [Jremey Bentham]

        Defendendo inicialmente que qualquer lei é uma restrição à liberdade apesar de que muitas delas podem causar mais benefícios que danos, Bentham cunhou sua ideia principal: a de que a formação de um governo é dentre todos os males o menor. Vislumbrou que para colocar os cidadãos, governos, empresas bem como outras instituições para caminhar em conjunto seria necessário reduzir os diversos assuntos a um bem comum, neste caso alcançar a maior felicidade de todos. Em sua concepção, uma boa lei seria aquela em que se produz mais prazer do que dor.

        Desenvolveu um método denominado Felicific Calculusque traria uma perspectiva aritmética à política e que permitiria avaliar quais leis deveriam ser aprovadas e quais não. Caso o estado não soubesse ou não pudesse efetuar tal cálculo para uma lei em específico, esta não deveria ser aprovada e a intervenção não seria apropriada. 

        Endossou a visão de Adam Smith, e não enxergava razões para uma intervenção do governo no mercado; contudo deixou claro que um governo jamais deve descansar até que todos os cidadãos se sintam felizes. Foi explicitamente a favor de um equilíbrio de renda, já que todos os cidadãos contavam igualmente no cálculo da felicidade e seria inaceitável alguém ser privilegiado causando desconforto à muitos outros.

        Bentham defendeu a democracia, porém com uma perspectiva diferente de seus grandes idealizadores; em sua visão pragmática viu como utilidade neste modelo a capacidade do cidadão renovar ou cancelar os mandados de seu representante com base nos resultados anteriormente alcançados. A importância de seu pragmatismo consistiu em trazer a democracia de uma visão emotiva e idealizada para uma perspectiva de custo e benefício que faziam parte do vocabulário das empresas que estavam surgindo da Revolução Industrial.

        Houve uma onda de pensadores utilitários que seguiram as ideias de Bentham e que trouxe à tona algumas críticas, entre elas constavam a redução da política e felicidade a uma aritmética; outros destacaram como a garantia de maior felicidade poderia cometer injustiças, tais as que ocorreram com Gerry Conlon que fora acusado de terrorismo erroneamente na ansiedade de dar uma resposta rápida a população inglesa. Mesmo assim suas ideias foram amplamente aceitas e dominaram a política britânica após sua morte em 1932.

        Independentemente de válida as críticas quanto a importância da lei na garantia da prevenção de injustiças sociais, qualquer nação tem muito a ganhar com o pragmatismo na política, que pode ajudar não só a eliminar o eleitor-torcedor como também ajuda trazer à luz da política uma maior racionalidade. Foi criado recentemente no Brasil um indiciador que busca mensurar e criar um ranking dos políticos: http://www.politicos.org.br/ , que apesar de sofrer algumas críticas por não ter uma metodologia universalmente aceita e não expor positivamente ou negativamente novos candidatos, pode com certeza auxiliar à condensar o trabalho dos políticos que já exerceram seu mandato.

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