José Martí (1853 – 1895)

O desdém de nosso formidável vizinho é o maior perigo para a américa latina.

“Direitos são feitos para serem tomado, não pedidos; agarrados, não mendigados.“ [José Martí]

       O enfraquecimento do Império Português e Espanhol devido as Guerras Napoleônicas somado ao sucesso democrático das Revoluções Frances e Norte Americanas ajudaram a promover levantes em vários países da América Latina. Em 1830 apenas Porto Rico e Cuba ainda eram colônias; José Martí foi um líder cubano na luta pela independência contra a Espanha através de guerras e rebeliões.

        Foi justamente durante esta luta pela independência que foi anunciada a Doutrina Moroe, onde os EUA se colocou como opositor do colonialismo europeu e protetor de toda a América, que José Martí abriu os olhos para uma ameaça muito maior que viria retardar a soberania da América Latina – o imperialismo norte americano.

 
        Inicialmente, grande parte dos revolucionários saudaram o apoio norte-americano, assim como Simon Bolívar que viu nos vizinhos do norte um grande aliado na luta pela liberdade; contudo conforme o poder dos EUA era consolidado sua influência foi estendida para a América Latina enfraquecendo a possibilidade de instalação de uma democracia. Os EUA foram acusados de tomar Cuba para si após a independência da Espanha e de ter apoiado diversos golpes militares em diversos países do continente, o que possibilitou a ascensão de um sentimento anti-imperialista na região.
 
        José Martí acertou sobre a influência que nosso vizinho iria exercer em toda região, contudo, muito provável, não teria imaginado que esta influência seria tão grande no mundo inteiro. O sentimento anti-imperialista é hoje na América Latina muito pequeno apesar de alguns governos conseguirem se eleger com o apoio de uma população carente através do discurso que terceiriza os problemas da nação culpando uma outra. 
 
        A força de exportação da cultura norte-americana sufocou o anti-imperialismo em qualquer indivíduo que tenha uma posição social que lhe permita usufruir produtos e serviços que vão além do básico ou possuam renda para assistir um filme no cinema. Atualmente muitos países latino-americanos vivem o dilema de uma política de livre comércio, entre eles o Brasil; contudo nesta área é preciso a sensatez em reconhecer a diferença de competitividade e produtividade no setor industrial de cada nação, e ter a consciência que num mundo de livre comércio o setor industrial brasileiro bem provavelmente seria posto de lado inviabilizando seu fortalecimento. 
 
        Não obstante, nem toda aliança é prejudicial, países como Coréia do Sul e Singapura conseguiram reaver o desenvolvimento econômico e se transformaram em nações mais eficientes sabendo se beneficiar de uma aliança com uma nação mais forte.

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