Joseph Stálin (1878 – 1953)

Os ricos fazendeiros devem ser privados da fonte de sua existência.

“A morte resolve todos os problemas, sem pessoas, sem problemas.” [Joseph Stálin]

       Após a guerra civil russa que sucedeu a revolução de 1917, Lênin liderou os bolcheviques numa política de nacionalização, onde as propriedades privadas eram confiscadas e controladas pelo Estado; Stálin ao suceder Lênin agilizou este processo e a partir de 1929 atingiu em 5 anos, seu objetivo quase que em sua totalidade.

        Os planos de Stálin foram endereçados principalmente na criação de fazendas estatais, onde os kulaks, ou fazendeiros, foram obrigados a se submeter ao coletivismo agrícola comandado pelo estado.

        Para sustentar a crescente demanda de alimentos nas cidades, exigia-se cada vez mais dos agricultores, que ao ver quase toda sua produção confiscada iniciaram uma revolta queimando plantações e matando seus próprios animais, o que resultou na morte de mais de 5 milhões de camponeses de fome ou repressão. 

        Diferente de Lênin, que defendia uma política de persuasão na formação de cooperativas agrícolas, Stálin acreditava na coletivização forçada pelo Estado; conseguiu coletivizar 7 milhões de fazendas, o que retirou dos kulaks suas propriedades praticamente eliminando esta classe social; os que ousaram resistir foram assassinados, o mesmo ocorreu com quem insistiu em se opor a política ou qualquer outro manifestante que ousasse se opor a estabilidade do Estado comunista soviético.

        O partido bolchevique, idealizado por Lênin pela sua vanguarda, se tornou após sua morte uma máquina de assassinato contra qualquer inimigo do regime. Stálin sempre foi considerado uma pessoa problemática e conturbada, seu filho mais velho tentou se matar duas vezes, a primeira vez com um tiro em si mesmo, fato que Stálin ironizou-o por não conseguir sequer atirar direito, a segunda vez por ter sido recusado a ser trocado como prisioneiro de guerra pelo próprio Stálin onde acabou por se jogar em uma cerca elétrica num campo de concentração; sua mulher suicidou, sua filha deixou a URSS para morar nos EUA e especula-se que seu filho mais novo também tenha se matado.

        Durante a década de 30, a Rússia passava por uma expansão industrial, que fora suportada pelo crescimento das cidades e consequente confisco da alimentação no campo; em suma os agricultores foram quem contribuíram, com seu trabalho, para uma vida melhor nas cidades. Contudo o confisco da produção não trouxe à tona este sentimento de ajuda coletiva e sim o da exploração descabida do Estado, o que acabou por desestimular a produtividade no campo. 

        Cuba passou por problema semelhante, onde foi obrigado a trocar fazendas coletivas por pequenas propriedades estimulando o campesinato a criar suas próprias cooperativas com participação voluntária, onde o excedente do planejado pelo estado poderia ser comercializado, fato que levou a um aumento da produção de alimentos. 

        As estratégias adotadas pela reforma agrária de Stálin deixaram duas lições a qualquer nação, a primeira é de que não se pode forçar o povo a participar de um coletivismo através da ameaça, a segunda é do direito de domínio a pelo menos parte do bem produzido. Muitos países na América Latina passam por reformas agrárias, e tão importante quando dividir apropriadamente a terra é a necessidade em estipular métricas de produção que devem ser alcançadas.

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