Mahatma Gandhi (1869 – 1948)

A não violência é o primeiro artigo da minha fé.

“Uma religião que não leva em conta questões práticas e não ajuda a resolvê-las não é uma religião.“ [Gandhi]

        O fortalecimento dos Estados-Nações na Europa e a grande defesa de sua soberania chegou rapidamente as colônias, que viram na sua emancipação a garantia de sua autodeterminação.

        Sem os recursos militares necessários, a Índia criou seu próprio modelo de resistência liderados por Gandhi, que enfrentou a Grã-Bretanha baseado no jainismo, onde confiou que com amor e paz faria florescer neles a bondade e a justiça necessária para atingir seus objetivos.

 
        Gandhi defendeu que um governo local indiano seria alcançado com sacrifício voluntário do ego exercido pelas massas, que deveria se permitir sofrer sem retaliação violenta. O ativismo de Gandhi foi iniciado na África do Sul ao instigar indianos que lá viviam a desobedecer ordens britânicas de registro racial, e que após 7 anos de repreensão violenta conseguiram uma negociação. 
 
        Esta mesma ideia foi levada a Índia onde estimulou os indianos a fazerem suas próprias roupas, mesmo que simples, boicotando a compra de produtos têxteis importados da Inglaterra; sua segunda campanha iniciou pela Marcha do Sal na qual foi preso por desobedecer a uma lei britânica imposta, contudo foi astuto ao utilizar a mídia para influenciar a opinião pública e conseguiu o apoio de grandes nomes ao redor do mundo, como os de Albert Einstein, o que levou o governo britânico a rever o seu domínio.
 
        O pacifismo prático por Gandhi recebeu críticas, pensadores de esquerda o acusaram de usar a religião para pacificar o povo num claro apoio aos grandes proprietários; alegaram também que o nazismo jamais poderia ser combatido por soldados cuja espiritualidade fora reforçado, outros criticaram-no por induzir uma massa a morte coletiva. Winston Churchill, primeiro ministro inglês, preferiu desqualifica-lo chamando-o de faquir quase pelado
 
        O sucesso na luta da independência da Índia veio em 1947, contudo a divisão no estado muçulmano do Paquistão e no hindu da Índia não faziam parte dos planos de Gandhi, razão pela qual se alega, foi assassinado por hindus radicais. A Índia de hoje pouco tem do ideal de Gandhi, o sistema de casta ao qual foi contra ainda é intenso e as tensões com o Paquistão levaram o país a uma guerra armamentista nuclear na disputa pela Caxemira. 
 
        Gandhi Inspirou outros ativistas, sendo o mais famoso deles Martin Luther King que afirmou ter reproduzido seus métodos na luta pelos direitos civis nos EUA. Fiquei surpreso com as críticas dirigidas a Gandhi, contudo, justas ou não contém suas verdades; é fato de que um conflito armado não se resolve com pacifismo. 
 
        Contudo o uso da imprensa e a capacidade de conseguir o apoio popular quando se sofre violência ficaram bem retratados e puderam ser percebidos nas manifestações que ocorreram no Brasil em 2013 e 2014; enquanto a Policia Militar agrediu covardemente muitos cidadãos a opinião pública se voltou contra eles, o caminho contrário se concretizou quando alguns vândalos resolveram agir com violência contra o policial e o patrimônio público.

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