Sun Tzu (544 a.c. – 496 a.c.)

A arte da Guerra é de vital importância para o estado.

“Um líder lidera pelo exemplo, não pela força.” [Sun Tzu]

“Se conhece os demais e conhece a ti mesmo, nem em cem batalhas correrás perigo.” [Sun Tzu]

        Com o fim da Primavera e Outubro Chinês acabou-se uma era de prosperidade pacífica que construiu um estado cuja moral era a sustentação de suas políticas internas. Em uma nova época de aumento populacional e consequente desestabilização dos estados tornou-se essencial uma nova política externa de proteção e ataque através de guerras armadas.

        No período dos Reinos Combatentes, burocratas civis foram trocados por militares nas vagas de conselho dos soberanos chineses. Sun Tzu, um general do Imperador Wu, fora uma referência militar de sua época por deixar explícito a importância da estratégia militar como um negócio fundamental para qualquer estado. 

        Herdando muitos dos preceitos existentes na cultura chinesa, também defendeu o conceito de soberania exercida pelo exemplo através de um soberano que deveria contar com seus generais para comandar seus exércitos seja nas batalhas, nas operações logísticas ou na execução da disciplina exigida por meio de recompensas e punições.

        A obra A Arte da Guerra, cuja autoria é atribuída a Sun Tzu, foi inovadora pois definiu explicitamente um conjunto de premissas que deveriam ser adotadas não somente em tempos de guerra como também por suas recomendações que deveriam ser seguidas nas políticas internacionais em tempos de paz e estabilidade. 

        Definiu a guerra como uma manobra de última instância já que a resistência de um inimigo pode ser quebrada de diversas outras formas, defendeu que primeiro o estadista deve buscar frustrar os planos dos inimigos, posteriormente defender-se e apenas em últimos casos despender um custoso ataque. No caso de ataques, lembrou da importância em consistir alianças pois o custo de uma guerra duradoura dificilmente era pago com o saque de um vilarejo derrotado, onde aconselhou táticas de conquista e anexação em detrimento da pilhagem e devastação.

        Na percepção de Sun Tzu todo estado deve conter uma frente de inteligência militar como principal mecanismo de estratégia, esta frente deve ser responsável por antever, ofuscar e enganar seus inimigos. Sua visão de guerra considerava preceitos da moral e da justiça que deveria ser utilizado para julgar os inimigos externos do estado nos mesmos moldes que eram punidos os transgressores internos. 

        Suas obras e ensinamentos influenciaram diversos líderes militares ao longo da história, e é hoje uma referência influente em academias militares, campanhas política, administração de negócio, estratégia de conquista de mercado e economia. Apesar de escrito a mais de dois mil anos atrás, A Arte da Guerra continua um tema de extrema atualidade, muitos países levaram ao pé da letra as considerações de Sun Tzu quanto a importância de uma frente de inteligência e espionagem na política internacional. 

        Obviamente muitas destas nações ignoraram a questão da moral e lealdade também enfatizada pelo general, o que resultou em escândalos como os da NSA (National Security Agency) que foi acusada de servir o governo norte americano não apenas na investigação de seus inimigos para garantir a segurança do estado, mas também na espionagem de seus aliados e obtenção de informações corporativas que poderiam beneficiar um conjunto específico de empresas transnacionais. 

        Escândalos diplomáticos vazados por ativistas como Julian Assange e Edward Snowden deixaram expostos as mais inimagináveis teorias da conspiração, causando uma crise diplomática e guerra fria digital entre diversos nações do globo.

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