Theodor Herzl (1860 – 1904)

É ridículo negar a existência de uma nação judaica.

“Tentamos sinceramente, em todos os lugares, interagir com as comunidades nacionais nas quais vivemos, querendo apenas preservar a fé de nossos pais. Não nos foi permitido.” [Theodor Herzl]

        No fim do século XIX, finalmente fora instalado na França os direitos iguais para todos os cidadãos, contudo a condenação de um soldado pela acusação de espionagem colocou a nova constituição à prova. Theodor Herzl foi o jornalista responsável pela cobertura do caso que mostrava fortes evidência quanto a inocência do acusado.  

        Durante o debate sobre a condenação ou absolvição, o que se percebeu foi um antissemitismo endêmico onde muitos pediam a morte ao judeu. O soldado Alfred Dreyfus foi inocentado posteriormente, contudo a certeza de que havia uma perseguição sistemática ao povo judeu em toda Europa e que a assimilação – tolerância de minorias na sociedade – não funcionaria para o caso do judaísmo iniciou o debate sobre a necessidade em se criar um estado unicamente judeu.

        Herzl defendeu o nacionalismo como única salvação para os judeus que deveriam ser agrupados em um único Estado, iniciou sua companha pedindo as potências europeias que encontrasse um lugar, além de buscar o financiamento de um fundo para adquirir terras para o povo judaico. Em sua concepção este novo mundo seria onde é hoje o Estado de Israel ou então uma parte ao sul da Argentina, e apesar de ter encontrado resistências, sua ideia ganhou força quando em 1917 a Grã-Bretanha ofertou uma terra na Palestina e posteriormente, com a revelação do Holocausto causado pelos nazistas durante a segunda guerra mundial, sendo o estado de Israel fundado em 1948.

        Nunca entendi o preconceito e a perseguição que os judeus sofreram, pessoalmente fico atônito ao ver o que as pessoas são capazes de fazer em nome de uma crença ou contra uma crença; o conceito de Deus é tão subjetivo que racionalmente não faz sentido apostar um centavo sequer numa certeza universal, e mesmo assim o que vemos são pessoas que dão sua própria vida ao assunto. 

        Talvez este seja o motivo de minha indignação para com a Igreja – uma instituição que fortalece o embate irracional entre pessoas que creem em algo diferente. Infelizmente nunca tive a oportunidade de conviver com um judeu, sequer através da proximidade cultural de uma comunidade judaica; também nunca me interessei por estudar o comportamento das minorias judias por toda a Europa que possam ter levado a um antissemitismo. 

        Contudo já li diversas perspectivas sobre a criação do Estado de Israel e as guerras que envolveram esta nação no Oriente Médio, a conclusão só pôde ser uma: o Estado de Israel, muito mais que uma nação judaica é um posto ocidental avançado no Oriente Médio.

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