Gerenciamento de Riscos

Coloque todos seus ovos em uma cesta, e monitore-a cuidadosamente.

“É impossível que o improvável nunca aconteça.” [Emil Gumbel]

Encontrar o balanço entre risco e retorno financeiro é um problema que afeta todas as corporações. A Deepwater Horizon, um braço transnacional da British Petroleum, assumiu uma posição de risco ao priorizar retorno financeiro sobre os custos de segurança em suas plataformas de petróleo; o resultado foi uma explosão que matou 11 trabalhadores e despejou toneladas de óleo no Golfo do México em 2010.

 

Assumir riscos é parte essencial da personalidade de qualquer empreendedor, e o primeiro risco ao assumir um negócio consiste em apostar em um mercado ou empresa que pode não dar certo. Consolidada a empresa, os tratamentos dos riscos devem ser sustentados por dois pilares: a Supervisão dos Riscos se preocupa em identifica-los, priorizá-los e atacá-los, enquanto o Gerenciamento dos Riscos define quais as ações e políticas devem ser implantadas para que possam ser evitados ou minimizados.

Empresas que estão adentrando o mercado sempre estarão expostas ao risco de encontrar poucos clientes, ter sua ideia copiada e aprimorada, ou até mesmo se perceber vulnerável a um aumento da taxa de juros e variação cambial que pode aumentar o custo do investimento inicial. É por isso que grandes corporações buscam diversificar suas operações, diluindo os riscos e evitando surpresas do mercado que certamente surgirão.

O tratamento dos riscos deve sempre ser um assunto estratégico, seja ao abrir uma empresa, iniciar um projeto ou arriscar-se em um novo mercado. Sendo um dos assuntos mais difíceis e de maior desafio no gerenciamento de uma corporação; Andrew Carnegie, bilionário do setor de aço, concluiu que o melhor para se fazer é colocar todos seus ovos em uma única cesta e olhá-la cuidadosamente.

Na crise de 2008, o que percebemos no Brasil foram empresas consolidadas e de grande potencial lucrativo verem seus resultados minguados por conta de apostas tanto no mercado de capitais quanto no mercado cambial; talvez a Sadia tenha sido o principal personagem de como a ânsia por uma alavancagem podem trazer resultados inesperados. Diversificar o negócio parece uma boa opção, contudo a própria diversificação em si traz um risco pois exige investimentos extras e tira o foco da organização no que essa sabe prover de melhor.

Por se tratar de uma “disciplina” abstrata e que exige criatividade e imaginação, o que se percebe no cotidiano organizacional é a negligência no gerenciamento e tratamento dos riscos, e nos casos onde não existe a negligência acaba-se por realizar um levantamento e gerenciamento emocional.

O Homem apesar de grande capacidade de raciocínio é obrigado a tomar grande parte de suas ações influenciados por emoções e impulsos momentâneos enquanto não possui o acesso necessário a informações e dados; Esta emotividade somada a cobrança por resultados de curto prazo, vaidade e possibilidade de quebra de vínculo empregatício, podem resultar em decisões que aparentam ser excelentes no curto prazo mas trazem grandes perdas futuras, além de claro, serem responsáveis pelo prolongamento de decisões incorretas com o intuito de se acobertar uma possível falha.

 

 
 
 

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