A Curva de Greiner

Sem crescimento contínuo e progresso, sucesso não faz sentido.

“Pode-se optar por voltar a uma posição segura ou seguir em direção ao crescimento.” [Abraham Maslow]

Larry Greiner destaca-se entre os principais estudiosos sobre o crescimento no mundo corporativo. Sua obra “Evolution and Revolution as Organization Grow” no português Evolução e Revolução no Crescimento das Empresas é um clássico que estuda as fases e mudanças ocorridas em grande parte das corporações ao redor do mundo.

Larry Greiner identificou, em 1972, que todo tipo de organização passa por um período de crise de crescimento, esta crise é inevitável e uma mudança organizacional é essencial para contorna-la e garantir a continuidade da organização.

O crescimento pela criatividade é a primeira etapa, onde o entusiasmo é capaz de garantir o desenvolvimento organizacional, no entanto, o aumento de colaboradores somado a falta de experiência e conhecimento do empreendedor leva-o a confrontar-se com a primeira crise de liderança; cuja solução está na formalização de processos e contratação de gerentes e executivos que passarão administrar a empresa.

O crescimento pela direção consiste da segunda etapa, onde gerentes regulados por diretores permite o planejamento e crescimento da organização; contudo esta regulação leva a uma crise de autonomia que pode ser resolvida livrando os gestores da burocracia corporativa e permitindo que tomem as decisões sem recorrer a direção.

O crescimento pela delegação, onde os gestores são autônomos, permite ao corpo executivo voltar sua atenção para uma estratégia de longo prazo; nesta etapa enfrenta-se a mais difícil crise do controle; para vencer esta etapa os principais acionistas precisam decidir se irão abrir mão do controle corporativo repassando-os integralmente para Board que deve ser responsável por dirigir a empresa.

No crescimento pela coordenação a empresa já possui filiais e uma estrutura organizacional sólida, contudo o excesso de burocracia começa a sufocar os negócios colocando as operações de joelho, inicia-se então a crise da burocracia que é solucionada tornando a empresa enxuta e magra em sua operação cotidiana. Neste momento deve-se focar o trabalho em equipe e uma estrutura matricial passa a ser essencial para que a criatividade ocorra em uma escala maior.

No crescimento pela colaboração a empresa está consolidada, contudo percebe que sozinha não é capaz de garantir um crescimento ainda maior, atinge-se então a crise do crescimento cuja solução consiste em formar alianças que permita a organização crescer não apenas pelos próprios negócios, mas utilizando o mercado de seus parceiros.

Atualmente, não existem dados que mostre o tempo gasto por empresas em cada fase do crescimento, cada qual organização é um organismo e possui um tempo distinto; a importância da Curva de Greiner está numa possível preparação que permite uma transição mais tranquila. Um exemplo citado é o caso da empresa Spotify, que manteve o espírito de uma startup mesmo após seu crescimento, criando grupos autônomos e independentes que não concorrem entre si.

Talvez a complexidade de administrar uma organização seja até maior que a administração pública federal. A União apesar de mais abrangente e contar com mais colaboradores pode-se apoiar fortemente na burocracia sem sofrer com a inventividade e criatividade dos concorrentes.

Apesar de existirem várias fazes e crises complexas que devem ser enfrentadas, é possível perceber do modelo Larry Greiner uma constância e um núcleo fundamental: a autonomia dos colaboradores nas mais diversas hierarquias, podendo cada qual focar em suas responsabilidades. Contudo autonomia exige bom preparo profissional e objetivos bem definidos, algo que dificilmente se alcança sem o constante treinamento dos profissionais e constância e previsibilidade das ações organizacionais.

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