Liderando

Gestores fazem as coisas direito, líderes fazem as coisas certas.

“Liderar consiste em permitir pessoas a enxergar além, aumentado sua capacidade e construindo uma personalidade que as levem além de suas limitações.” [Peter Drucker]

José Mourinho conquistou 14 troféus em 8 anos à frente da seleção portuguesa de futebol; seu sucesso em colocar em conjunto liderança e gerenciamento colocou-o como um notável do futebol europeu. Suas características incluíam estudo de oponente, capacidade estratégica e conversas francas que instigavam jogadores a debater outros pontos de vista.

O papel do gestor é de extrema importância para o sucesso de uma organização, pois este cuida dos processos, planejamento, orçamento e principalmente, garante a execução dos projetos que garantem o sustento da corporação. No entanto, as atividades de gestão e liderança são distintas, pois o líder é quem possui a capacidade de construir novos direcionamentos. Bons gestores não são necessariamente bons líderes, e bons líderes podem ser péssimos gestores.

Liderança exige capacidade de propor uma agenda que motive as pessoas a produzirem grandes mudanças, contudo não se pode confundir motivação com felicidade, o que exige de um líder comportamento que muito difere de ampla simpatia; seu objetivo é garantir o alcance de uma visão estratégica mesmo em períodos de turbulência. É parte do trabalho de um bom líder garantir sua sucessão, além de claro mostrar para a companhia que ambas disciplinas de gestão e liderança são importantes e devem ser executadas com requinte para alcançar os resultados desejados; evitando assim um foco empresarial apenas na liderança e inovação.

Grande parte das empresas procuram líderes, e o motivo é simples: eles podem ser agentes catalisadores na concretização de estratégias que estão no imaginário ou são extremamente difíceis. Contudo o que pouco se percebe é que a necessidade de liderança em si implica na existência de uma “população” que necessita ser liderada, ou seja, que está sem a capacidade ou vontade própria de buscar e concretizar um objetivo comum qualquer. Esta falta de “vontade” ou “potência” é quase sempre danosa, pois indica a existência de grupos frágeis, amedrontados, que podem recuar diante das primeiras dificuldades e consequente tendem a buscar algo ou alguém para “demonizar” e ser a caricatura que justifica a falha.

Podemos ter líderes formados em situações de grande dificuldade e desconforto, cujo sucesso deve consistir em guiar as pessoas para uma posição em que se sintam mais confiantes e capazes de enfrentar seus problemas. Também, podemos ter líderes formados em situações de extrema euforia, cujo sucesso consiste em guiar pessoas capazes e já motivadas a se lançar ao impossível.

Os primeiros líderes possuem o ambiente a seu favor pois pessoas tendem a seguir mais ideias que as tirem de situações incômodas, contudo este terá dificuldades na condução pessoal; o segundo possui as pessoas a seu favor, tendo em vista que pessoas motivadas e exaltadas não aceitarão encarar qualquer desafio, contudo terá dificuldades ao encarar ambientes desconhecidos e que aponte suas fragilidades.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s