Deuses do Gerenciamento

Nenhum grande líder ou gerente cai do céu.

“As empresas mais duradouras são aquelas que fornecem algo único ao mundo, não apenas crescimento e lucros.” [Charles Handy]

Apesar da preferência por ser visto como um filósofo social, e não um guru do gerenciamento corporativo, Charles Handy é conhecido por suas teorias disruptivas. Sua obra “The Empty Raincoat” criticou o modo impessoal e mecânico das organizações; seus comentários tem influenciado a organização de empresas por décadas.

Na sua obra Deuses da Gestão, Charles Handy identificou quatro culturas de gerenciamento que podem ser identificadas em uma empresa; fazendo analogia aos deuses gregos citou a cultura de grupoque assim como Zeus tinha resultado dado a influência do líder máximo; a cultura de regras, assim como Apollo operava através da organização e estabilidade; a cultura de atividade, assim como Athenas atuava com grupos de especialistas em resolver problemas em específico; por fim a cultura das pessoas, que assim como Dionysius atuava suportando os colaboradores para que estes desempenhem suas atividades e alcancem seus objetivos individuais.

Em suas pesquisas percebeu que alguns setores apresentam características em comum; o setor financeiro possui uma cultura de grupo pois requer tomada de decisões de uma pessoa que está apta ao risco e seja confiante. O setor de seguro possui uma cultura de regras pois em sua maioria tem sua eficiência operacional calcada na minimização de riscos e redução de erros.

Empresas de publicidade apresentam uma cultura de atividade, pois seu resultado é proporcional ao espirito jovem, talentos individuais e capacidade de trabalho em equipe. Universidades e empresas de treinamento e firmas de advocacia tendem a apresentar uma cultura das pessoas pois seu sucesso está diretamente relacionado ao sucesso do indivíduo.

Críticas ao trabalho de Charles Handy destacam que empresas não são estáticas e não podem ser reduzias a simplesmente algumas culturas é válida; contudo o trabalho do autor não almeja esta redução e sim procura mostrar que a maior complexidade de uma organização não está em seu tamanho ou na quantidade de produtos e bens oferecidos, e sim na dificuldade em entender o seu modo de trabalhar e o de cada um de seus indivíduos.

Posicionar-se e buscar seguir uma cultura de gerenciamento não significa abandonar as outras. Em um ambiente competitivo não apenas na busca pelos clientes, mas também na contratação de bons colaboradores e na busca pela eficiência, uma empresa de sucesso certamente deve ter em sua equipe líderes, processos adequados, preocupação com o capital humano e um bom trabalho em equipe. Contudo é fato que algumas empresas devem fortalecer algumas características mais que outras.

Empresas de Tecnologia, por exemplo, além de competir umas com as outras, tem como grande inimigo o tempo, a rápida defasagem e ansiedade pelo moderno de seus consumidores. Logo, é evidente que sua capacidade de concluir atividades e entregar resultados está entre os principais fatores capazes de melhorar seu posicionamento; contudo entregas rápidas e de qualidade exige uma equipe qualificada, bem entrosada, e não menos importante, uma gerência capaz de extrair o máximo de seu time.



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