Organizando Times e Talentos

Trabalho em equipe é o combustível que permite pessoas normais atingir resultados incomuns. 

“Times desenvolvem direção, energia e compromisso quando trabalham para moldar algo importante.” [Douglas K. Smith]

“Membros de um time buscam certas regras e serão mais eficientes seguindo aquelas mais naturais a eles.” [Meredith Belbin]
O livro “Gerenciando Times: Porque eles falham ou obtém sucesso” é uma referência no assunto de trabalho em equipe desde 1981, sua autora, Meredith Belbin, possui uma vida de pesquisas dedicada ao trabalho em equipe, atuou em grandes empresas além de prestar consultoria para os governos dos EUA e da União Europeia.

A formalização de trabalhos em grupo iniciou no Ocidente nas décadas de 60 e 70 como uma resposta ao modelo japonês que atingia grande qualidade. Os benefícios foram claros, um time é capaz não só de prover segurança a seus membros permitindo-os lançarem em desafios maiores, como também são capazes de manter um projeto contínuo mesmo com a ausência de alguns membros. Equipes são um pedaço da sociedade dentro da companhia, onde um grupo coeso é responsável por menor rotatividade e maior satisfação no trabalho.

Segundo o professor de psicologia Bruce Tuckman, a criação de um time efetivo passa por diversas etapas; a primeira delas é de  formação onde os membros passam a conhecer uns aos outros, na segunda etapa o grupo se desafia e uma cultura comum a todos é criada, na terceira etapa esta cultura é normalizada em processos de senso comum, na quarta etapa o grupo atinge seu melhor desempenho e por fim quando o projeto se acaba os grupos passam por uma etapa de desconstrução.

Importante, portanto, que corporações consigam passar pelas primeiras etapas da forma mais ágil para que se conquiste um bom desempenho o quanto antes; e para alcançar este objetivo as empresas investem em atividades em grupo e criam layouts de ambiente de trabalho que levem as pessoas a conhecer e interagirem umas com as outras.

Jon Katzenbach e Douglas Smith defendem a posição de que times devem ser montados com base em suas habilidades técnicas e não pessoais, e que seus objetivos devem ser passados de forma desafiadora e com tom de urgência. Alex Ferguson, um conhecido técnico de futebol, pregava a coesão do time através de uma missão em comum e a criação de um sendo de lealdade e confiança entre seus membros; com seu modelo conseguiu colocar sob uma única liderança e trabalhando em equipe uma lista extensa de grandes estrelas do esporte que comumente se colocariam como superior ou mais importante que o grupo em si.

Meredith Belbin definiu um inventário de habilidades que deve ser considerado ao montar um grupo, onde cada uma destas pode trazer resultados positivos se bem balanceadas ou trazer uma fraqueza caso o grupo a possua em excesso. Apesar de cada autor ter uma metodologia distinta, todos possuem um comum acordo quando o assunto é sucesso ou falha; quando se trabalha em grupo um membro ou indivíduo nunca deve ser responsabilizado, sejam aplausos ou sejam vaias, deve-se compartilhá-las com todo o grupo.

Mensurar a eficiência de indivíduos já se trata de uma atividade complexa, quando o assunto se volta aos times a subjetividade tende a aumentar e a capacidade analítica se torna algo de esforço descomunal. Talvez um dos maiores erros corporativos é acreditar que a formação de times é uma necessidade para todo e qualquer projeto, este erro clássico pode ser detectado facilmente com a seguinte questão: Se pessoas trabalharem em conjunto para construir algo, o trabalho seria terminado mais depressa se for realizado por uma equipe? (a) sim, (b) não e (c) o trabalho não vai terminar.

Se sua resposta foi (a) sim, você está apenas dentre as milhares de pessoas que seguem o bom senso convencionado, mas não os estudos realizados. Em pesquisa sobre times, a Universidade de Harvarddetectou que a maior parte dos times não trazem um resultado melhor que o individual e pouquíssimas empresas conseguem de fato montar um time colaborativo que traga um resultado mais eficiente que a soma de todos participantes.

Outro erro comum está em acreditar que um time colaborativo deve compartilhar toda decisão e que uma equipe deve alcançar sua eficiência através da correção individual de cada um dos seus participantes.

Martin L. King e Jesus Cristo são exemplos de líderes que montaram times de grande eficiência, contudo é fácil perceber que as direções tomadas não eram compartilhadas com todos e sim tomadas de formas “unilaterais”, esta perspectiva já mostra a primeira dificuldade em se formar um time, muitas vezes é necessário alguém para tomar decisões autoritárias, o que traz a percepção de subjugação e a primeira repulsa da própria equipe.

Ainda segundo pesquisa da própria Harvard Research, é mais simples conseguir melhor desempenho de times quando estes possuem um processo comum a seguir que lhes permita alto desempenho ao invés de buscar a correção de eficiência e performance de alguns participantes.

 

 
 
 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s