Dinheiro é o Principal Motivador?

Quanto mais uma pessoa pode fazer, mais ela pode ser motivada.

“Se você consegue sonhar, você pode fazer.” [Walt Disney]

Frederich Harzberg atuou como psicólogo no campo de concentração Dachau durante a segunda guerra mundial. Desafiou a verdade em sua época de que o dinheiro é a única fonte de motivação; citando que gerentes devem criar um ambiente seguro, tranquilo, com atividades interessantes e recompensadoras. 

A troca de emprego devido a um salário maior ainda é comum, contudo cada vez mais a satisfação no trabalho está atrelada ao ambiente corporativo. O psicólogo Frederich Harzberg definiu duas estratégias a serem consideradas: os motivadores são os pontos que aumentam a satisfação em um ambiente bem gerenciado, enquanto os fatores de higienesão aqueles que podem aumentar a insatisfação em um ambiente mal gerenciado.

Dentre os motivadores podemos citar o reconhecimento, a responsabilidade, oportunidade de crescimento e senso de capacidade; estes quando presente levam os colaboradores a produzirem mais, contudo se ausentes não aumentam a insatisfação. Já os fatores de higiene, como condições do trabalho e relacionamento, se presentes, não garantem alta produtividade, contudo se ausentes, aumentam a insatisfação em pertencer à companhia.

A teoria de Harzberg mudou a forma de gerenciamento no mundo, empresas como o McDonald’s que geralmente estão na lista entre as melhores para trabalhar é conhecida por pagar baixos salários, contudo oferece um modelo de trabalho flexível e amigável. Bons salários ajudam a contratar e reter bons trabalhadores, mas o aumento de produtividade requer satisfação, e esta está altamente relacionada a atitudes gerenciais e senso de progresso individual.

A pequena lista de pessoas que mudaram o mundo ou surpreenderam uma nação devido a qualidade de seu trabalho e seu desempenho, certamente é diferente da lista que consta os mais bem-sucedidos empresários, ou então, a dos cidadãos cujas fortunas absurdamente equivalem ao de milhares de compatriotas todos juntos.

Pessoas que são motivadas apenas pelo dinheiro não habitam os profissionais que as organizações buscam ou àqueles que a sociedade necessita, e o motivo é simples, durante o expediente de trabalho o dinheiro não pode ser gasto e quem busca apenas o retorno financeiro é capaz de se realizar apenas em outro espaço e tempo, excludente daquele onde desempenha suas habilidades profissionais.

Diferentemente do esporte, onde a motivação pode ser alcançada através do senso de comunidade, retaliação, vingança, ou da religião onde a motivação envolve a fé, a solidariedade e a obediência; empresas precisam utilizar outras ferramentas, e dentre as mais potentes estão a capacitação e a consciência de criação. Profissionais precisam entender a utilidade direta de seu trabalho, além de claro, ser treinado para aprender novas técnicas que o permita refletir como fazer o mesmo trabalho de forma melhor ou até mesmo se propor a resolver problemas inéditos.

A contratação de “gurus”, apesar de custosas, podem ajudar a resolver os problemas de motivação em um time ou organização. Pessoas de grande experiência replicam conhecimento e capacitam as pessoas mais novas ao passo que inspiram todos a sua volta mostrando a capacidade de criação que pode vir a ser atingida. Como se não bastasse os atributos anteriores, o que se percebe ainda é um aumento no sentimento de segurança por saber que existe alguém com quem se pode tirar dúvidas, receber orientação ou ajuda num momento de dificuldade.



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